AS FLORESTAS DE EUCALIPTOS E O AQUECIMENTO GLOBAL
O papel das empresas florestais diante do aquecimento global é de suma importância, pois se pode trabalhar para a atenuação do efeito estufa via formação de maciços florestais com espécies de rápido crescimento associados à manutenção dos biomas Mata Atlântica, Cerrados, e Floresta Amazônica.
As florestas regulam o regime hídrico, contribuindo para a recarga de aqüíferos e cursos de água, reduzindo o assoreamento, a erosão do solo e as enchentes. Elas também têm o potencial para armazenar parcelas significativas das emissões globais de carbono, contribuindo para a redução dos estoques de gás na atmosfera. E, além disso, as florestas são fontes de produtos como óleos, frutos, madeira, fibras, lenha, medicamentos e mel, que desempenham importante papel como fonte de renda e segurança alimentar, contribuindo para a sobrevivência e o modo de vida das populações tradicionais.
Fenômeno atmosférico de grande escala, o aquecimento global vem sendo comprovado por várias evidências e se estabelece como uma das grandes preocupações deste século. Furacões, tornados e outros, são atribuídos ao aumento da temperatura média da superfície da Terra. E o que o eucalipto tem a ver com tudo isso? Para chegarmos a ele, é necessário antes lembrar que a atmosfera é formada por uma película de carbono, cujo efeito assemelha-se a uma estufa de plantas. Quando o sol emite radiações infravermelhas, parte é refletida e parte é retida em nosso ambiente. O problema é quando essa película se torna mais espessa. As emissões dos gases - como o dióxido de carbono, monóxido de carbono e metano - têm altas concentrações na atmosfera, provocando um desequilíbrio entre a energia que entra e aquela que sai da Terra, gerando as mudanças climáticas e o aquecimento global.
O papel das empresas florestais, segundo Hernon J. Ferreira, gerente da Eucatex, nesse contexto é procurar aprimorar sempre as técnicas de manejo florestal, além de estarem com as portas abertas aos grupos de pesquisa e às universidade, de modo que possam ter embasamentos técnicos e científicos para várias questões que se tornarem mitos na área florestal. Uma delas é visão distorcida e respeito da cultura de eucalipto de uma maneira geral e também a relação dessa espécie com a redução do aquecimento global. De tempos em tempos, surgem críticas ao plantio do eucalipto no Brasil, vindas de pessoas preocupadas com a preservação ambiental, mas com pouco suporte técnico-científico sobre a evolução da silvicultura em nosso país.
Quanto aos projetos de pesquisa,
servirão para embasar as ações que as empresas florestais realizam nas
questões ambientais no Brasil.
As comunidades que vivem no entorno
dos plantios florestais, que passam a conhecer e entender que não é
impossível mudar o cenário a que estamos sujeitos atualmente, e que as
florestas de eucalipto podem e devem ser grandes aliadas na diminuição
dos impactos e efeitos do aquecimento global. Até 2012, o Brasil deve
ultrapassar a China na produção de celulose e ocupar o terceiro lugar
no ranking mundial, superada pela Suécia e Finlândia.
No último seminário realizado na Áustria, sobre florestas, uma experiência brasileira teve grande destaque, pois provou que àrvores em crescimento seqüestram mais carbono do que plantas maduras. Segundo balanço da entidade, as 220 indústrias de papel e celulose existentes no Brasil emitem 21 milhões de toneladas de CO2 por ano, enquanto os 1,7 milhões de hectares plantados com eucaliptos absorvem 63 milhões de toneladas.
O Artigo é do Sr. Ido Welp - professor da Univates (idowelp@univates.br) e foi publicado no Informativo do Vale.
Fonte: Boletim Sindimadeira RS







