Eucalipto para produzir gesso
(24/08/2010)
No momento em que cresce o debate pela preservação da Caatinga, o plantio das chamadas florestas energéticas pode ser a solução para tornar sustentável a produção de gesso no Sertão do Araripe. Instituições, como a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), estudam o uso do eucalipto como fonte energética em substituição à lenha extraída de mata nativa utilizada pelo polo gesseiro. O assunto será um dos temas discutidos no Agrinordeste 2010, a ser realizado no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, de 25 a 27 deste mês.
Resultados preliminares de estudos desenvolvidos pela universidade mostram que o rendimento energético e a quantidade de gesso produzida é maior com o eucalitpto. “A área necessária com o plantio de eucaliptos para atender a demanda energética da indústria do gesso corresponde a 37% do que seria necessário com manejo sustentado da vegetação nativa. E o rendimento calorífico da lenha proveniente de eucaliptos é 30% mais eficiente”, compara Fernando Henrique de Lima Gadelha, professor da UFRPE.
Muito se tem falado, porém, sobre os prejuízos ambientais causados pelo eucalipto, principalmente por absorver muita água da terra. Gadelha, no entanto, afirma que há muita desinformação sobre o assunto e, caso o manejo da espécie seja realizado de modo correto, o impacto é controlável. “Toda planta retira água do solo, mas nosso estudo mostrou que o consumo de água do eucalipto foi menor quando comparado a outras culturas”, informou o professor, acrescentando que muitos empresários do setor gesseiro se interessam em tornar a produção sustentável. Segundo Gadelha, existem florestas energéticas implantadas em várias regiões do Brasil, como Minas Gerais, maior plantador de eucalipto do País. “Lá o objetivo é produzir carvão vegetal para uso da indústria siderúrgica”, revela. Além da UFRPE, o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA) e a Suzano também pesquisam florestas energéticas na Chapada do Araripe.
TEMAS
Outras palestras envolvendo o tema Agroenergia e meio ambiente são serão debatidos no Agrinordeste, como: Uma visão da política ambiental em Pernambuco, Zoneamento da Cana de açúcar e meio ambiente, Inovação tecnológica na Petrobrás: metas desafiadoras que viabilizarão novas fontes energéticas, e Um panorama da energia eólica no Brasil.
O Agrinordeste é realizado pela Federação da Agricultura do Estado de Pernambuco (Faepe) e conta com o apoio do Sebrae/PE, Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Secretaria de Agricultura e Reforma Agrária, Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Ministério da Pesca e Aquicultura, Ministério da Ciência e Tecnologia e Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
As inscrições custam R$ 60 para profissionais e R$ 30 para estudantes. Quem se inscrever para uma determinada área temática, terá direito a participar também das oficinas e minicursos. Informações: (81) 3972-5377 (Infinito Promoções) ou www.agrinordeste.com.br.
Fonte: http://www.madeiratotal.com.br/ (24/08/2010)








