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Analistas se convencem com alguns indicadores e falam em recuperação gradual

Aos poucos, os analistas parecem se convencer de que há mesmo sinais o bastante para acreditar em recuperação.

A série de indicadores melhores que as expectativas atua a favor. Por outro lado, alguns ainda duvidam, sob dois argumentos principais: bancos e mercado de trabalho.

De fato, os indicadores mostram maior consistência. Não dá para falar em melhora, mas sim em redução do ritmo de queda. A partir desta consideração, a aposta de muitos é que atingimos o fundo do poço. Outros seguem citando estes dois problemas ainda pendentes, entre outros.

Opiniões divergentes
Na segunda-feira, o megainvestidor George Soros falou em "insolvência" do setor bancário norte-americano como peso para a recuperação, que deve ficar para 2010. Na outra ponta, Meredith Withney, famosa por projeções pessimistas, desta vez preferiu minimizar esta preocupação, afirmando que a temporada de resultados do primeiro trimestre pode trazer boas surpresas para o setor financeiro.

A divergência de opiniões faz parte do atual contexto de instabilidade. Ainda assim, a atual taxa de desemprego norte-americana e as medidas para conter os ativos tóxicos dos bancos são ameaças consensuais. Para a economia real sim, mas como o mercado antecipa os movimentos, quem sabe não dá mesmo para se falar em recuperação.

Desemprego não é parâmetro
"Não é assim que a economia funciona. Se os empregos são o catalisador para todas as mudanças econômicas, então a economia nunca irá parar de crescer se os empregos continuarem aumentando", pontua a First Trust Advisors.

"No passado, a taxa de desemprego já foi muito mais alta que hoje em dia, a economia não deixou de se recuperar e o mercado de ações de inverter tendência", pontua a equipe. "Taxa de desemprego é um indicador atrasado".

Mar de liquidez
Os motivos que fazem a First Trust acreditar mesmo em recuperação também incluem o setor financeiro, mais especificamente a política monetária mais "frouxa" dos 96 anos de história do Federal Reserve. O salto dos índices acionários em março foi creditado a este fator pela instituição, que utilizou o termo "mar de liquidez".

"O resultado final é que a economia e o mercado de ações estão sendo levantados por um mar de liquidez. Uma recuperação em 'V'. Muito em breve, a recessão estará oficialmente terminada. Isto não é um repique antes da queda maior, e não é somente gasto do governo. É dinheiro fácil, simples."

Por: Roberto Altenhofen Pires Pereira

Fonte: http://web.infomoney.com.br/

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