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Atividade industrial desacelera em 2006, com alta de 2,8%

As indústrias brasileiras reduziram o ritmo de produção no ano passado, mas o resultado obtido no último trimestre sugere o início de um processo de recuperação, de acordo com dados divulgados nesta segunda-feira (05/02) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A atividade industrial no País acumulou um ganho de 2,8% em 2006, abaixo da alta de 3,1% apurada em 2005, segundo mostrou o IBGE. A desaceleração, entretanto, ficou em linha com o estimado por economistas e analistas. Pesquisa feita pela Reuters na semana passada mostrou que o mercado brasileiro esperava um aumento de 2,9% na produção industrial do País. Os prognósticos de 10 economistas ouvidos variaram de 2,7% a 3% de aumento.

A "perda de ritmo" no crescimento da produção industrial em 2006 (2,8%) foi justificada "pela perda de alguns setores por causa do câmbio", segundo observou Isabella Nunes, gerente de análises e estatísticas da coordenação de indústria do IBGE. Apesar do crescimento menor no ano passado do que no ano anterior, Isabella avalia que houve "mais qualidade" na expansão de 2006. Ela avalia que os principais impactos positivos para a indústria em 2006 foram o aumento da massa salarial, estabilidade no mercado de trabalho e ampliação das linhas de crédito.

O dado de dezembro ficou bem acima do esperado. As indústrias brasileiras produziram 0,5% mais em dezembro do que o registrado em novembro. Analistas esperavam uma queda de 0,38% na produção entre novembro e dezembro. Na comparação com dezembro de 2005, a produção industrial cresceu 0,4%.

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