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Avaliação da FIERGS sobre o programa lançado pelo Governo Federal (PAC)

O presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, recebeu com cautela o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) divulgado segunda-feira (22/01) pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, no Salão Nobre do Palácio do Planalto. ''É preciso ter claro que uma coisa é a vontade de crescer, e outra, um projeto de crescimento.

O Governo apresentou um programa de crescimento, que talvez não seja ainda o que gostaríamos e na velocidade desejada, e expôs uma série de medidas bem amarradas '', disse Tigre, que participou da cerimônia de lançamento do PAC, em Brasília.

O presidente da FIERGS esperava que o anúncio avançasse na questão das reformas. ''Faltou ousadia em questões estruturais como as reformas da Previdência, Tributária e Trabalhista'', observou. Afirmou ainda que as medidas relacionadas aos gastos públicos são de pequeno impacto. ''A reestruturação dos gastos públicos, juntamente com a realização das reformas, é fundamental para determinar o crescimento de longo prazo. Foi estabelecido, por exemplo, um teto para a folha salarial, o que é bom por um lado, mas cai no problema de indexar a economia'', completou.

Quanto aos projetos de infra-estrutura anunciados, não houve novidades, pois já constavam do orçamento de 2007. O presidente da FIERGS, no entanto, salientou que é preciso mais clareza em relação às regras para a realização de investimentos do setor privado. ''É claro que esses investimentos também dependerão do grau de confiança que o Governo transmitir para os investidores privados, pois é preciso ter Parcerias Público-Privadas (PPPs), marcos regulatórios bem definidos, como as questões relativas ao meio ambiente'', observou Tigre.

O presidente da FIERGS ressaltou ainda que nas medidas destinadas especificamente à Região Sul não foram abordados os temas relacionados às exportações, especialmente o retorno dos créditos a fim de dar mais competitividade aos setores que hoje estão deprimidos e que se caracterizam por alta taxa de empregabilidade.


Fonte: http://www.fiergs.org.br/noticia_aberta_fiergs.asp?idnoticia=1751

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