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BC: mercado eleva projeção para dólar com crise externa

Mesmo assim, mercado segue aumentando projeção para crescimento econômico. Analistas ainda projetam queda de 0,25 ponto nos juros em setembro.

As turbulências internacionais já começaram a afetar as estimativas do mercado financeiro para a taxa de câmbio, informou, na segunda-feira (20), o Banco Central (BC), por meio do relatório de mercado, também conhecido como Focus. O documento reúne as estimativas de mais de cem instituições financeiras.

A projeção do mercado para a taxa de câmbio no final deste ano passou de R$ 1,85 para R$ 1,90 por dólar na última semana. Para o fim de 2008, por sua vez, a expectativa do mercado para o câmbio permaneceu estável em R$ 1,95 por dólar.

Mesmo tendo afetado a projeção para o dólar, o mesmo não ocorre com os investimentos estrangeiros diretos. Na última semana, foi mantida a estimativa de ingresso de US$ 27 bilhões neste ano. Para 2008, a projeção subiu de US$ 22 bilhões para US$ 22,5 bilhões.

A expectativa do mercado para o superávit comercial deste ano permaneceu inalterada em US$ 43 bilhões. Para 2008, a projeção ficou estável em US$ 37,05 bilhões.

 PIB

A crise não deve interromper, segundo os analistas, o crescimento da economia brasileira. O mercado financeiro elevou a sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano de 4,60% para 4,62% na última semana. Para 2008, a estimativa do mercado financeiro para avanço do PIB subiu de 4,30% para 4,35%.

A projeção do mercado para o PIB de 2007 ainda está um pouco abaixo, porém, do que projeta tanto o governo federal quanto o Banco Central para este ano: 4,7%. Entretanto, está acima da estimativa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que espera um crescimento de 4,5% para 2007.

 Inflação e juros

Os agentes do mercado financeiro elevaram, na última semana, a sua expectativa de inflação para o ano de 2007 de 3,75% para 3,77%. A projeção do mercado para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 2008 permaneceu estável em 4%.

Ao definir os juros básicos da economia, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central utiliza o sistema de metas de inflação. Para este ano e 2008, a meta central é de 4,5%, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais para cima ou para baixo. O IPCA, que serve de referência para o sistema, pode ficar entre 2,5% e 6,5% sem que a meta seja descumprida.

Se o BC julgar que a inflação está compatível com as metas pré-estabelecidas, pode continuar baixando os juros. Se achar que a inflação está subindo mais do que o previsto, pode optar por interromper os cortes ou até elevar os juros para conter o crescimento dos preços.

Após o Copom promover um novo corte de 0,50 ponto percentual na taxa Selic em julho, fixando-a em 11,5% ao ano, o mercado financeiro continua a projetar um corte menor na reunião de setembro. Embora já haja analistas esperando manutenção dos juros em setembro, por causa da crise externa, a maior parte do mercado ainda segue projetando uma redução de 0,25 ponto percentual, para 11,25% ao ano.

Em outubro e dezembro, a previsão do mercado financeiro é de dois novos cortes de 0,25 ponto percentual por parte do BC. Com isso, os juros terminariam 2007 em 10,75% ao ano. Para o final de 2008, o mercado prevê que os juros estejam em 9,75% ao ano.



Fonte: g1.globo.com


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