BC prevê inflação mais alta e PIB de 4,7% em 2007
O número ainda está abaixo da meta oficial fixada para 2007. Para 2008, a projeção para o IPCA subiu para 4,2%.
O índice oficial de inflação (o IPCA, medido pelo IBGE) deve terminar o ano de 2007 em 4%, segundo a nova projeção feita pelo Banco Central e divulgada nesta quinta-feira (27) no Relatório Trimestral de Inflação. A previsão é superior à feita no relatório de junho, quando o BC esperava um IPCA de 3,5% para o acumulado deste ano.
O número ainda está abaixo do centro da meta oficial fixada para 2007, que é de inflação de 4,5%.
O cenário de referência considerado pelo BC nessas projeções inclui manutenção da taxa Selic em 11,25% ao ano e taxa de câmbio constante em R$ 1,95 - posição em que se encontravam após a reunião de setembro do Comitê de Política Monetária (Copom).
Para 2008, a projeção para o IPCA subiu de 4,1% para 4,2%. O cálculo do BC está apenas 0,03 ponto percentual abaixo do centro da meta fixada para o ano, de 4,5%, no mesmo cenário.
De acordo com o BC, o aumento das projeções de inflação de 2007 e 2008 reflete principalmente a alta de preços nos últimos meses.
PIB
O Banco Central (BC) manteve sua projeção de 4,7% para a variação do Produto Interno Bruto (PIB) em 2007. De acordo com o relatório trimestral de Inflação de setembro, a autoridade monetária prevê que a demanda interna continuará a sustentar a evolução da atividade, mas também alerta para algum efeito da crise dos mercados internacionais.
"A evolução favorável dos investimentos proporciona tanto o crescimento da economia em bases sustentadas como sugere sua aceleração no médio e longo prazos", diz o relatório.
Mas faz a seguinte ressalva: "Entretanto, é possível que maior volatilidade financeira e certa elevação dos custos dos financiamentos externos exerçam algum efeito de contenção sobre os investimentos."
A autoridade monetária prevê melhor cenário para o setor industrial, cuja projeção de crescimento foi de 4,4% no relatório de junho para 4,6% agora. Pioraram, entretanto, as perspectivas para a agropecuária, que deve crescer 4,5% - menos do que a estimativa anterior, de 7%. A previsão para o crescimento dos serviços foi mantida em 4,3%, e a dos impostos, em 6,4%.
Fonte: g1.globo.com








