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BCs dos EUA, Europa e Ásia reduzem juros em ação coordenada

A ação é inédita e foi feita em caráter emergencial.

Os bancos centrais de grandes economias do mundo anunciaram hoje uma redução na taxa básica de juros, para evitar os efeitos da crise que afeta o sistema financeiro global.

Nos Estados Unidos, o Federal Reserve (Fed, banco central norte-americano) cortou o juro em 0,50 ponto percentual, para 1,50% ao ano.

No Reino Unido, o Banco da Inglaterra (BoE, central) reduziu a taxa básica de 0,50 ponto percentual, para 4,50% ao ano.

Já na Zona do Euro, o Banco Central do Europeu (BCE) diminuiu o juro em 0,50 ponto percentual, para 3,75% ao ano.

No Canadá, Suécia e Suíça, a taxa básica de juros foi reduzida para 2,50%, 4,25% e 2,50% ao ano, respectivamente.

Em Pequim, o Banco da China (central) também reduziu o juro em 0,27 ponto percentual, para 6,93% ao ano.

Ainda hoje, o Banco da Tailândia (BoT, central) manteve inalterada a taxa básica de juros do país em 3,75% ao ano, com o objetivo de impulsionar a confiança na economia local.

Já em Hong Kong, a autoridade monetária anunciou um corte de 1 ponto percentual na taxa básica de juros, para 2,5% ao ano, com o objetivo de estimular os empréstimos bancários em meio à desaceleração econômica global.

Ontem, o Banco do Japão (BoJ, central) manteve inalterada a taxa básica de juros, fixada em 0,50% ao ano desde 21 de fevereiro de 2007. O governador do BoJ, Masaaki Shirakawa, sugeriu em várias ocasiões que a autoridade monetária não tem a necessidade imediata de diminuir as taxas de juros.

Nesta quarta-feira, o pânico entre os investidores fez desabar as bolsas no mundo. Há desconfiança dos investidores nos pacotes de resgates propostos pelos grandes bancos centrais do mundo, além dos sinais de recessão cada vez mais evidentes na economia global, que elevam o nervosismo nos pregões.

O governo do Reino Unido anunciou hoje um plano de resgate de £ 50 bilhões (aproximadamente € 62 bilhões) para estabilizar o sistema financeiro. O capital servirá para comprar ações nos principais bancos do país.

Ainda hoje, o governo da Itália examinará, durante um conselho de ministros extraordinário, um decreto lei destinado a "garantir a estabilidade dos bancos e dos poupadores".

(Marcel Salim - InvestNews)


Fonte: http://gazetamercantil.com.br


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