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BNDES libera crédito para capital de giro

Serão R$ 6 bilhões, com prazo de vigência até 30 de junho de 2009, e nome oficial de Programa Especial de Crédito (PEC).

A linha de crédito para capital de giro que vem sendo estudada pelo menos desde outubro teve finalmente suas condições anunciadas ontem pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho. Serão R$ 6 bilhões, com prazo de vigência até 30 de junho de 2009, e nome oficial de Programa Especial de Crédito (PEC).

Segundo Coutinho, os interessados já podem procurar os bancos repassadores na semana que vem. Os recursos fazem parte dos R$ 10 bilhões anunciados pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, para o Bndes em 6 de novembro.


A linha se destina aos setores industriais, comerciais e de serviços, com exceção do segmento de construção civil, que já é foco de ação específica do governo pela Caixa Econômica Federal. "O setor sucroalcooleiro poderá se utilizar dessa linha de giro e esperamos que vá utilizá-la", disse Coutinho.

O prazo máximo total dos financiamentos do PEC é de 13 meses, sendo até cinco de carência e oito de pagamentos. A taxa de juros é fixa em até 20,05%, já incluindo o spread do agente financeiro repassador, que é de até 4% ao ano. Para as micro, pequenas e médias empresas, a taxa de juro máxima será de até 19,15% ao ano. Segundo Coutinho, as taxas da nova linha estão "substancialmente abaixo das taxas de mercado, que estão entre 35% e 40% para linhas de curto prazo".


Cada empresa pode tomar valor equivalente a até 20% de sua Receita Operacional Bruta (ROE) do último exercício fiscal, limitado a R$ 50 milhões. Coutinho observou que para grupos empresariais o valor é maior porque, nesse caso, pode-se somar R$ 50 milhões por número no CNPJ. O Bndes tentou desburocratizar a linha e a análise será simplificada e feita pela rede de instituições financeiras repassadoras.


Com isso, espera que, do pedido de crédito ao desembolso, o processo possa se dar entre 10 e 15 dias, "se a empresa tiver bom relacionamento com o agente financeiro", ressalvou. "Como é capital de giro, a linha não seria eficaz se tivesse de três a quatro meses de análise", afirmou.
Coutinho observou ainda que houve aumento da oferta de crédito por parte dos bancos locais, segundo dados do Banco Central, mas há uma "escassez relativa" devido à redução de linhas internacionais. Por isso, disse, a demanda também cresceu e houve encarecimento dos recursos. De acordo com ele, os bancos públicos estão atuando por orientação do governo no sentido de "ajudar a evitar a subida forte dos spreads".


Os primeiros recursos que o Bndes garantiu dos R$ 10 bilhões anunciados por Mantega em 6 de novembro, foram destinados para empréstimos-ponte de infra-estrutura, vistos pelo banco como uma parte de capital de giro que dá suporte ao investimento. Os recursos devem também ampliar, se houver necessidade, a linha especial de crédito à exportação na fase de produção, chamada de pré-embarque. Coutinho disse que há várias empresas ganhadoras de lotes de linhas de transmissão entre as usinas do Madeira e o estado de São Paulo interessadas nos empréstimos-ponte. Haverá recursos também para empréstimos-ponte no setor de rodovias.


Fonte: http://jcrs.uol.com.br

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