Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Economia Bovespa volta a cair e dólar fecha em alta - 24/5/2006
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Bovespa volta a cair e dólar fecha em alta - 24/5/2006

A cautela dos investidores impediu que a recuperação esboçada pelo mercado financeiro no início do dia se sustentasse.

Na última hora de negócios desta terça-feira (23/5), tanto o dólar comercial quanto a Bovespa inverteram a tendência. A moeda norte-americana, que pela manhã havia atingido a cotação mínima de R$ 2,251, terminou a terça-feira com a terceira elevação seguida, em alta de 0,13%, vendida a R$ 2,292. A Bolsa, que chegou a subir até 37.566 pontos, fechou com baixa de 1,05%, com 36.110 pontos e giro de R$ 3,113 bilhões --foi a sua quinta queda consecutiva. O risco-país caía 1,06%, para 276 pontos.

Segundo analistas, as incertezas a respeito do rumo dos juros nos EUA ainda desanimam.

"Acredito que um estresse tão forte como aquele visto ontem (22/5) não deve se repetir", afirma Miriam Tavares, diretora de câmbio da corretora AGK. "A não ser que haja uma nova sinalização contundente de alta maior do que a esperada dos juros americanos."

Por esse motivo, os indicadores econômicos são acompanhados com máxima atenção, e espera-se ansiosamente a divulgação da ata da última reunião do Fed (Federal Reserve, banco central norte-americano), em 31 de maio. Se houver indicações de que a taxa de juros tende a subir mais, o mercado pode se acomodar neste nível mais baixo. Ao contrário, se sinalizar uma pausa no ciclo de elevações, o bom humor de antes pode até se repetir.

Até uma melhor definição, a volatilidade deve continuar, e os especialistas sugerem aos investidores pessoa física que aguardem que isso aconteça antes de mudar sua estratégia.

O clima negativo começou no último dia 10 de maio, quando o Fed decidiu aumentar em 0,25 ponto percentual, para 5% ao ano, a taxa básica de juros dos EUA. Essa medida era amplamente aguardada, mas a expectativa do mercado era de que houvesse uma sinalização de interrupção do ciclo de altas --a última foi a 16ª consecutiva. Entretanto, o Fed disse, em nota, que outras elevações ainda podem ser feitas dependendo do comportamento dos indicadores econômicos.

Quando os juros nos EUA sobem, os grandes investidores internacionais abandonam suas aplicações em mercados emergentes, como o brasileiro, em busca de ativos de menor risco --por exemplo os treasuries (títulos do tesouro norte-americano). O rendimento dos treasuries de 10 anos subiam para 5,06% ao ano hoje (23/5).

Esse é o movimento que tem sido observado nos últimos dias, uma realocação de portfólios buscando mais segurança em tempos de crescimento da inflação e dos juros nas economias centrais, com um desaquecimento global.

Fonte: wwww.folha.uol.com.br
          www.estadao.com.br

Ações do documento