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Brasil cai em ranking de competitividade do Fórum Econômico Mundial

O Brasil perdeu nove posições no ranking de competitividade global do Fórum Econômico Mundial deste ano, ficando em 66º (57º no ano passado) entre 125 países, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26/9).

A posição do Brasil no ranking é um reflexo da colocação "particularmente pobre" na categoria Macroeconomia, 114º (em 2005, o país havia ficado em 91º lugar). "Isso é resultado do grande déficit orçamentário em relação aos de outros países, se não pelo desempenho historicamente pobre do Brasil", diz o boletim do Fórum.

O documento ainda destaca como razões da queda de posição do Brasil os altos níveis de endividamento do governo e o spread dos juros, o que evidencia "os pesados custos de intermediação do setor bancário brasileiro", que afetam de modo negativo os investimentos do setor privado e contribuem para um crescimento econômico mais baixo.

A posição do Brasil também é a mais baixa entre os BRICs (termo cunhado pelo banco de investimentos Goldman Sachs para denominar o grupo de economias emergentes formado por Brasil, Rússia, Índia e China): A Índia ficou em 43º; a China, em 54º (Taiwan ficou em 13º); e a Rússia, em 62º.

As outras oito categorias são: Instituições; Infra-estrutura; Saúde e educação básica; Educação superior e treinamento; Eficiência de mercados; Disponibilidade tecnológica; sofisticação de negócios; e Inovação.

Na América Latina, o país mais competitivo, segundo o ranking, é o Chile, que ficou em 27º lugar --mesmo ocupado em 2005. Sistemas regulatórios, instituições sólidas (com um grau de transparência que supera a média da União Européia) e mercados relativamente livres de distorções mostram que o país se manteve estável, segundo o Fórum.

"Dada a posição altamente competitiva do Chile, o governo terá de dar atenção à atualização das habilidades da força de trabalho", diminuindo a diferença na comparação com a Finlândia (2º), Irlanda (21º) e Nova Zelândia (23º), com os quais o Chile pode ser comparado, diz o documento.

O México --que estava atrás do Brasil no ano passado-- subiu uma posição e ficou em 58º. O país apresentou bom desempenho em termos de saúde, educação primária, tecnologia e eficiência de mercados, mas partilha com a América Latina de um modo geral uma certa fraqueza institucional, segundo o documento.

O Brasil, no entanto, superou neste ano todos os outros membros efetivos do Mercosul: a Argentina, que estava à frente do Brasil em 2005, perdeu 15 posições e ficou em 69º; o Uruguai caiu três colocações, para o 73º lugar; a Venezuela caiu quatro e ficou em 84º; e o Paraguai também caiu quatro e ficou em 106º.

Segundo o Fórum, outros países latino-americanos, como Bolívia (97º), Equador (90º), Guiana (111º), Honduras (93º), Nicarágua (95º), Paraguai e Venezuela enfrentam problemas como indefinição dos direitos de propriedade, interferência nos processos decisórios, operações ineficientes do governo e ambientes instáveis para negócios.

Primeiros lugares

Em primeiro lugar neste ano ficou a Suíça (4ª colocada no ano passado), desbancando os EUA, que caíram para a 6ª posição. Os déficits no orçamento e no comércio, além de baixos padrões de serviços de saúde e de educação afetaram a classificação do país.

Também prejudicaram a avaliação do país a ação pífia após a destruição causada pelo furacão Katrina no ano passado, os casos de corrupção no governo e a queda na oferta de jovens qualificados devido às restrições sobre a imigração.

"Há um risco significativo tanto para a competitividade geral do país quanto para o futuro da economia global, dado o tamanho relativo dos EUA", diz o documento.

Clique aqui e veja algumas das posições do ranking


Vinicius Albuquerque

Fonte: www.folha.uol.com.br





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