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Brasil Cai no Ranking de Produtividade do Trabalho Industrial - 10/04/2006

O País caiu para a 22ª posição em relação aos outros países, depois de ter, nos anos 90, ficado nas primeiras posições (6º lugar de 1991-1995 e 4º lugar de 1996 a 2000).


O País caiu para a 22ª posição em relação aos outros países (período 2001-2004, porque ainda não há dados disponíveis do ano de 2005 relativos aos outros países), depois de ter, nos anos 90, ficado nas primeiras posições (6º lugar de 1991-1995 e 4º lugar de 1996 a 2000).

O fraco desempenho da produtividade do trabalho industrial na primeira metade desta década fez o Brasil despencar no ranking mundial deste indicador e se distanciar das principais economias do mundo. Segundo o documento, o País caiu para a 22ª posição em relação aos outros países (período 2001-2004, porque ainda não há dados disponíveis do ano de 2005 relativos aos outros países), depois de ter, nos anos 90, ficado nas primeiras posições (6º lugar de 1991-1995 e 4º lugar de 1996 a 2000).

"O baixo crescimento da produtividade tende a reduzir os ganhos de competitividade conquistados com a modernização do parque industrial brasileiro ocorrida nos anos 90", diz o documento. "Esse é o dado mais preocupante: os ganhos da década de 90 estão sendo perdidos nos anos 2000", acrescentou o gerente-executivo da Unidade de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca.

De 2001 a 2004, a Índia foi o país que apresentou maior crescimento de produtividade em média por ano: 10,1%. Em seguida, aparecem no ranking os também asiáticos Cingapura, Malásia e Tailândia. Os Estados Unidos ocuparam a 5ª posição, com produtividade anual média crescendo a uma taxa de 6,1%.

Sinal de alerta

Para a CNI, esse distanciamento do Brasil em relação ao mundo acende um sinal de alerta, sobretudo do ponto de vista das exportações. "Assim como parte do desempenho exportador dos últimos anos é creditada aos ganhos de produtividade da década de 90, o baixo crescimento da produtividade tende a comprometer o vigor dos setores exportadores no futuro", diz a nota.

Segundo a entidade, para o Brasil se recuperar no ranking da produtividade é precisar elevar o nível de investimento, sobretudo o voltado para a inovação tecnológica. "Deixar de fazê-lo significa permitir que o Brasil volte a se distanciar dos demais países do mundo em termos competitivos", sentencia o boletim.

Para Renato da Fonseca, a queda na taxa de juros precisa ocorrer de forma consistente, de modo a tornar o investimento mais barato e também produzir um crescimento econômico mais vigoroso e sem interrupções, o que estimularia os empresários a investir.

Números comprovam

O fraco desempenho da produtividade do trabalho na indústria de transformação, que levou à queda do Brasil no ranking, é comprovada pelos números do boletim. Em 2005, houve queda de 1,4% na produtividade - calculada dividindo-se a produção pelo número de trabalhadores. Nos últimos cinco anos, o crescimento acumulado da produtividade foi de 3,4%, o que redundou em uma média anual de apenas 0,7%.

De acordo com a nota da CNI, a queda na produtividade ocorrida no ano de 2005 "não chega a surpreender", uma vez que, com a desaceleração no aumento da produção, mas com a continuidade do crescimento no emprego, a tendência natural era que houvesse um impacto negativo nesse indicador.

O resultado, segundo a CNI, consolida o primeiro quinqüênio da década como um dos piores dos últimos 35 anos, ganhando apenas da segunda metade dos anos 80, a chamada década perdida. De 1986 a 1990, a produtividade da indústria teve uma queda média anual de 0,7%. "A redução da produtividade em 2005 é menos preocupante que o baixo desempenho no acumulado do primeiro quinqüênio desta década", explica o documento, acrescentando que o problema maior ocorreu no período 2001-2003, quando a produção industrial cresceu muito pouco (1,7%) e a produtividade ficou praticamente inalterada.

Comparando-se a produtividade média anual dos cinco anos passados com o índice de 1996 a 2000, cujo crescimento médio anual da produtividade foi de 5,9%, fica evidente a forte desaceleração ocorrida. No período 1993-1995, que capta os anos iniciais da pesquisa de emprego da CNI, a produtividade média anual foi de 7,9%.

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Fonte: www.estadao.com.br

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