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Brasil deve crescer 4,7% neste ano, prevê organização

OCDE demonstrou preocupação com os crescentes gastos públicos do país.

A Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) disse hoje que a economia brasileira deve continuar se expandindo num ritmo forte nos próximos dois anos, mas demonstrou preocupação com os crescentes gastos públicos do país. Em seu relatório semestral Perspectiva Econômica, a entidade prevê que o PIB brasileiro vai crescer 4,7% neste ano e 4,5% em 2008 e 2009.

— O conjunto da política macroeconômica, no geral, respalda uma expansão contínua até o final de 2009. Mas o corrente crescimento do gasto público deveria ser contido no médio prazo — disse a OCDE, que congrega 30 das economias mais desenvolvidas do mundo.

O economista Luiz de Mello, responsável pelo Brasil na OCDE, avaliou como positivas as perspectivas do país.

— Estamos vendo condições de um crescimento sustentado nos próximos anos. Mas reiteramos que o Brasil precisa limitar seus gastos públicos, que vêm crescendo nos últimos tempos, além de retomar o processo de reformas estruturais — disse Mello.

A OCDE observou que o crescimento econômico brasileiro se acelerou neste segundo semestre.

— O consumo privado continua a estimular a atividade, ancorado nos fortes aumentos no crédito e crescentes salários — disse.

A expansão do investimento tem sido "particularmente aguda" e o desempenho das exportações continua robusto.

— Mas uma vigorosa alta nas importações, especialmente de bens de capital e insumos intermediários, está começando a pesar sobre o superávit comercial — disse.

Segundo o relatório, o Brasil vai registrar em 2007 um superávit em conta corrente de 0,6% do Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008 e 2009, a conta corrente ficará deficitária, em 0,1% e 0,4%, respectivamente.

Inflação

A OCDE prevê que a inflação ao consumidor neste ano será de 3,9%. Para os dois próximos anos, ela deverá ficar em 4%.

— A inflação continua bem abaixo do centro da meta, apesar de um repique em meados deste ano causado pela alta nos preços de alimentos.

O relatório salienta que um ciclo de dois anos de redução nos juros foi interrompido em outubro por causa do fortalecimento da demanda.

— Um impulso fiscal é esperado para o final deste ano e em 2008 por causa de uma inesperada execução atrasada de compromissos de investimentos de um pacote pró-crescimento (PAC) anunciado em janeiro — disse.

AE

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br


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