Brasil perde para Argentina e Chile em ranking de competitividade na AL - 06/04/2006
O Chile apresenta o melhor nível de competitividade da América Latina, superior inclusive ao de muitos membros da União Européia, enquanto o Brasil ficou em terceiro lugar entre os países da região, segundo um estudo divulgado hoje (06/04) em São Paulo pelo Fórum Econômico Mundial.
No relatório, que examinou a competitividade em 21 países da América Latina e do Caribe, o Brasil ficou com 4,08 pontos numa escala de 1 a 7, atrás do Chile (4,84) e da Argentina (4,09). A Costa Rica ficou empatada com o Brasil, à frente de Colômbia e México (4,07).
Mais para trás ficaram El Salvador (4,05), Jamaica (4,03), Panamá (4,00), Trinidad e Tobago (3,99), Uruguai (3,95), Peru (3,83), Venezuela (3,71), Equador (3,59), República Dominicana (3,56), Guatemala (3,50), Nicarágua (3,48) e Honduras (3,47).
Os menos competitivos foram Bolívia (3,39), Paraguai (3,36) e Guiana (3,27), acrescentou o relatório, divulgado em reunião regional do Fórum Econômico Mundial, que se celebra cada ano em Davos (Suíça).
O estudo incluiu os dados do Índice de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, no qual Chile aparece também como o país latino-americano em melhor situação: é o 27º entre 117 países, à frente de 13 dos 25 membros da UE, e único latino-americano a conseguir este resultado.
A Argentina, segundo melhor país da América Latina, ficou em 54º no mundo.
"O Chile teve um desempenho extraordinário. É a exceção à regra da região", comentou o economista-chefe da Rede de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial, Augusto López-Claros.
Ele destacou, além disso, que das nove variáveis examinadas pelo estudo, o Chile esteve entre os melhores do mundo na macroeconomia, que é uma das áreas mais complexas, porque inclui dados de inflação, déficit público, dívida externa, taxa de câmbio real, poupança interna e relação entre juros ativos e passivos.
"O Chile tem uma gestão macroeconômica melhor que a de todos os países ricos", ressaltou López-Claros. Ele avaliou que, embora América Latina esteja "atrasada" em relação à Europa Central e Oriental, o Chile dispara na frente.
As outras oito variáveis consideradas para o Índice de
Competitividade Global foram as instituições, infra-estrutura, educação
básica e saúde pública, educação superior e capacitação, eficiência dos
mercados, preparação tecnológica, sofisticação das empresas e
capacidade de inovação.
Fonte: www.invertia.com.br








