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Brasil tem pior desempenho em exportações entre emergentes

No entanto, País sobe uma posição em ranking da OMC e torna-se o 23º maior exportador do mundo.

O crescimento das exportações do Brasil foi, ao lado da Rússia, o menor entre os Brics (bloco formado pelas economias emergentes de Brasil, Rússia, China e Índia) e  representa apenas 1,2% do comércio mundial, segundo divulgou nesta quinta-feira, 17, a Organização Mundial do Comércio (OMC). Apesar disso, o País subiu uma posição no ranking dos maiores exportadores do mundo, ficando em 23º lugar, uma posição acima da que ocupava em 2007.

No ano passado, as exportações brasileiras registraram crescimento de 17% (somando US$ 161 bilhões), segundo a OMC, mesma variação apresentada pela Rússia. Na China, que ocupa a segunda posição no ranking de exportadores, o crescimento das vendas externas foi de 26% e na Índia de 20%.

No relatório, a Organização afirma que as economias em desenvolvimento estão amortecendo a desaceleração do comércio mundial. Em 2006, o comércio global cresceu 8,5%. Segundo as estimativas preliminares da OMC, esse número diminuiu para 5,5% em 2007 e pode ser de apenas 4,5% neste ano.

 Uma queda que poderia ser ainda maior "já que a forte desaceleração econômica pela qual passam os países desenvolvidos só se vê compensada em parte pela continuação de um vigoroso crescimento das economias emergentes", diz o relatório.

A redução da demanda nas economias desenvolvidas em 2007 reduziu o crescimento econômico mundial de 3,7% para 3,4%. Por outro lado, nas regiões em desenvolvimento o crescimento chegou a quase 7%.

 Apesar da forte desaceleração nos países desenvolvidos, as economias emergentes e a Comunidade de Estados Independentes (CEI) mantiveram ou aumentaram o crescimento de sua produção, sendo responsáveis por mais de 40% do aumento mundial da produção.

Além disso, no ano passado, a participação dos países em desenvolvimento no comércio mundial alcançou um novo recorde, de 34%. "O brusco aumento dos preços de produtos básicos - principalmente combustíveis e metais - se traduziu em uma importante melhora da situação financeira da maioria das regiões em desenvolvimento e impulsionou as importações", diz o texto.

Por outro lado, os economistas da instituição advertem que as turbulências financeiras dos países desenvolvidos "obscureceram as perspectivas para o comércio mundial em 2008".

A previsão é de que os mercados desenvolvidos registrem crescimento econômico seja de 1,1%. Em contraposição, os estudos indicam que os países em desenvolvimento crescerão em torno de 5% e terão um aumento nas importações superior a 10%.
 
clique aqui para o ver o ranking das exportações


Fonte: www.estadao.com.br



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