Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Economia Burocracia trava ajuda aos órfãos do câmbio
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Burocracia trava ajuda aos órfãos do câmbio

Boa parte das empresas dos setores mais afetados pelo câmbio, móveis e madeira, têxteis e confecção, calçados, beneficiamento de couro e pedras ornamentais, corre o risco de não ver a cor do dinheiro a juros subsidiados prometido pelo governo.

O socorro a essas empresas, batizado de Revitaliza, foi anunciado pelo governo em junho, mas só saiu do papel há cerca de 20 dias. No entanto, termina hoje (07/12) o prazo para que as empresas se candidatem ao crédito. Até ontem, muitas ainda não haviam conseguido cumprir a maratona burocrática exigida pelo programa.

As exigências incluem desde a apresentação de aval e garantias reais para o empréstimo até a entrega de certidão negativa de todos os impostos e de balancetes atualizados.
O governo decidiu socorrer os setores chamados de órfão do câmbio, depois de não ter conseguido avançar no processo de desoneração tributária da folha de pagamentos. Foi criada uma linha de crédito especial, com subvenção econômica pelo Tesouro, para empresas dos setores de beneficiamento de couro, calçados e artefatos de couros, têxteis e confecção, móveis e madeira e pedras ornamentais. Essas empresas são intensivas em mão-de-obra.

O total de recursos que podem ser liberados a esses setores soma R$ 3 bilhões. Podem pleitear o financiamento as empresas com receita operacional bruta de até R$ 300 milhões por ano. O problema é que o programa ficou emperrado por quase seis meses na burocracia e os prazos iniciais foram mantidos.

As empresas têm o cuidado de não fazer declarações sobre o problema, por temerem retaliações, como a não aprovação de pedidos de crédito. “Foi um presente de grego”, diz um empresário do setor moveleiro, que não quer ser identificado.

As entidade representativas dos setores envolvidos tentam convencer o governo a ampliar os prazos. “O ministro da Fazenda (Guido Mantega) está sensível a essa questão”, diz Fernando Pimentel, diretor-superintendente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit). “Queremos que os prazos sejam dilatados por seis meses ou até quando houver recursos disponíveis.”

Marcelo Rehder

Fonte: www.estado.com.br


Ações do documento