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Câmbio é apenas um dos fatores que prejudicam competitividade, afirma CNI

Sem opções para enfrentar a constante valorização do real frente ao dólar, a CNI (Confederação Nacional da Indústria) busca soluções para outros fatores que prejudicam a competitividade das empresas brasileiras.

Apesar das críticas, a entidade aposta que a economia continuará em expansão no segundo semestre.

"Existe uma enormidade de medidas para ampliar a competição das empresas. A valorização do real frente ao dólar é apenas uma dela", afirmou Paulo Mol, da Unidade de Política Econômica da CNI.

Entre os fatores que podem ser combatidos e podem amenizar a valorização do real, ele citou a redução da carga tributária, a burocracia e um marco regulatório eficaz. "Toda medida de desoneração é bem-vinda."

Para a CNI, foi "surpreendente" o Banco Central ter revisto a previsão de expansão da economia de 4,1% para 4,7%. A entidade projeta 4,2% para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano. Uma nova revisão será feita só após a divulgação dos dados referentes ao segundo trimestre, o que irá ocorrer em setembro.

"A revisão do BC reflete todo esse quadro mais favorável que vem predominando há algum tempo, com juros em queda e expansão do crédito", acredita Mol. Para ele, não há motivos para acreditar em uma reversão desse cenário.

"Não vejo um processo de reversão. A produção está forte porque você tem uma demanda externa e interna, com a queda dos juros, aumento do crédito e expansão dos gastos públicos, que ajudam a aumentar a renda das famílias. São fatores que não devem se alterar no segundo semestre."

Fonte: www.folha.uol.com.br


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