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Câmbio - Em rota de incertezas

Depois de anos em direção à valorização, a taxa de câmbio no Brasil entra numa fase de incertezas.

As dúvidas sobre o que acontecerá com o preço das commodities internacionais (petróleo, minérios e produtos agrícolas), com a taxa de juros americana, com o déficit na conta corrente brasileira (que registra as operações de comércio e serviços com o exterior) e com o nível da atividade econômica doméstica e em outros países colocam em terreno pantanoso os que se arriscam a prever os rumos da relação entre o dólar e o real.

 Por enquanto, o mercado financeiro espera que as cotações oscilem na casa dos R$ 1,60 nos próximos 6 a 12 meses. Nesse cenário de relativa estabilidade, a queda do dólar deixa de ser um fator de redução da inflação, mas também não causa problemas no sentido contrário - ou seja, não joga combustível na inflação e tem efeito benéfico na melhoria da rentabilidade dos exportadores.

 Mas os riscos de esse cenário não se concretizar não podem ser desprezados, reconhecem economistas dentro e fora do governo. Os fatores de incerteza mencionados ampliam as chances de o câmbio ter desvalorizações fortes, com menor influência no combate à inflação. Na semana passada, por exemplo, refletindo a queda das commodities, o dólar subiu cinco dias seguidos, para R$ 1,61.

O Estado de São Paulo (11/8/2008)


Fonte: www.global21.com.br


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