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Camex facilita acesso ao crédito para exportadores brasileiros

Uma delas é a extensão do Programa de Financiamento de Exportação (Proex) para empresas exportadoras com faturamento anual de até R$ 300 milhões.

Os ministros que integram a Câmara de Comércio Exterior (Camex) aprovaram na terça-feira (4/11), durante reunião realizada no Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), medidas para ampliar o acesso ao crédito para as empresas exportadoras brasileiras. Uma delas é a extensão do Programa de Financiamento de Exportação (Proex) para empresas exportadoras com faturamento anual de até R$ 300 milhões. O Proex, até hoje, contemplava exportadoras cujo faturamento anual somava até R$ 150 milhões. Os prazos para o desembolso dos financiamentos também foram ampliados para até seis meses. Todas as medidas entrarão em vigor após publicação de resolução Camex no Diário Oficial da União (DOU).

Segundo o secretário-executivo do MDIC e presidente do Comitê de Financiamento e Garantias das Exportações (Cofig), Ivan Ramalho, as medidas foram tomadas em virtude da escassez de crédito para o exportador. Ramalho ressaltou ainda a preocupação com utilização dos recursos orçamentários disponíveis no Proex. “Neste ano, o volume disponível é de R$ 1,3 bilhão e temos até agora utilização de cerca de 70%. Portanto, estamos ampliando o acesso à linha, principalmente, para médias e pequenas empresas brasileiras. Dessa maneira, acreditamos que vamos beneficiar um maior número de empresas”, afirmou.

Durante a reunião, foi criado, no âmbito do Cofig, um grupo de trabalho para agilizar a implementação de linhas do Proex para operações pré-embarque, que funcionarão na mesma modalidade do Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). As linhas de financiamento hoje só estão disponíveis para operações pós-embarque.

A Camex elevou ainda de US$ 10 milhões para US$ 20 milhões o valor máximo anual de gasto com equalização para operações intercompanies, com recursos do Proex Equalização. O limite para essa modalidade atende o comércio entre grandes empresas do mesmo grupo. Segundo Ivan Ramalho, o limite era insuficiente por causa do volume exportado por empresas que produzem bens de capital de alto valor agregado. “O Proex Equalização vai garantir maior competitividade às exportações das empresas intercompanies”, ressaltou.

Fonte: www.desenvolvimento.gov.br

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