Casa Nova Móveis Novos
O governo anunciou novas medidas de incentivo à construção civil, que inclui a ampliação dos recursos da poupança para financiamento de habitações e cortes nas parcelas de impostos.
O pacote de medidas destinadas à construção civil anunciado pelo presidente representará a injeção de R$ 11,050 bilhões na economia em 2006. Juntando com recursos já previstos no Orçamento e no FGTS, o pacote chegará aos R$ 18,7 bilhões anunciados pelo governo.
Uma parte deste pacote é proveniente da poupança que representaria a quantia de R$ 8,7 bilhões (R$ 2 bilhões da Caixa e o restante de instituições privadas), além disso,o governo também anunciou a ampliação dos recursos do Fundo Nacional de Habitação de Interesse Social, criado no final de 2005 para financiar habitações populares. Com isso, o volume de dinheiro do fundo chegaria a R$ 1 bilhão. Quanto aos impostos, os percentuais de tributo superiores a 5% ficam
reduzidas para este valor. Já as alíquotas que eram de até 5% serão reduzidas a
0%.
Enquanto o setor moveleiro não recebe redução de impostos para a fabricação dos produtos, pode-se dizer então, que os fabricantes de móveis terão a oportunidade de aumentar sua produção para atender a demanda, pois, casa nova requer móveis novos.
A indústria moveleira terá de estabelecer parcerias, a fim de oportunizar ao consumidor um “pacote” na compra de seu imóvel e, conseqüentemente aumentar a venda do setor. Uma das alternativas poderia ser uma Cooperativa, onde cada empresa interessada estaria cadastrada, ficando a critério do cliente as características, tais como, cor, tamanho, material, por exemplo, do móvel de sua preferência.
Cabe ao empresariado do setor movimentar-se no sentido de direcionar o foco também para o consumidor de baixa renda, que mantém suas contas em dia, por ser o crédito um de seus maiores bens e facilitador para a aquisição de bens de consumo. Sendo assim, seria imprescindível que o acesso ao crediário fosse facilitado, unificando as prestações da casa própria com a prestação dos móveis adquiridos. Para que isso ocorra há de haver uma interação maior com o setor da construção civil, o que já ocorre com algumas empresas do ramo, como por exemplo, a Bomtempo de São Marcos no Rio Grande do Sul e, menos burocracia para a liberação de financiamento para a casa própria.
O importante é estar consciente que se podem aproveitar as oportunidades que o cenário econômico atual encontra-se, neste caso, mais especificamente, a redução de custos que fica por conta das alíquotas do Imposto (IPI) para 28 materiais utilizados (azulejo e cerâmica esmaltada, louça sanitária, caixa de água, argamassa,
tintas e vidros, entre outros) para a habitação popular e ampliação dos recursos da poupança. Assim, a indústria moveleira há de inovar e também atingir o consumidor de casas populares, juntamente com a construção civil, alcançando mais uma fatia do mercado e contribuindo para o crescimento da economia e o bem estar da população.
Fonte: www.clicrbs.com.br
– 07/02/2006








