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Comércio cresce bem mais que Indústria

As vendas do comércio cresceram 6,2% em 2006, um desempenho bem superior ao da indústria, que fechou o ano passado com expansão de 2,8%.

As vendas do comércio varejista no País apresentaram crescimento de 6,2% no ano passado, impulsionadas especialmente pelo segmento de hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, que tem o maior peso na pesquisa e cresceu 7,6% no ano passado. As informações foram divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira, 15.

De acordo com ele, a forte diferença no resultado registrado no ano passado no comércio, em relação ao crescimento anual da indústria (2,8%) tem relação com o câmbio e o conseqüente aumento das importações. "Eu acredito que o câmbio tenha contribuído para a diferença nos resultado do comércio e indústria, porque dificultou as exportações e beneficiou as importações", disse.

Pereira disse que não é possível fazer uma relação direta entre os resultados do setor industrial e o varejo porque, na indústria, há a porção do mercado externo a influenciar a produção, e não apenas o impacto do mercado doméstico, como ocorre com o varejo.

"O descolamento da indústria com o comércio tem uma torneira que é o mercado externo, não é uma coisa colada, como se a produção industrial estivesse voltada exclusivamente para o mercado interno", argumentou.

Dezembro

Em dezembro, as vendas caíram 0,5% ante novembro, após quatro meses de crescimento consecutivo. Na comparação com dezembro de 2005, as vendas cresceram 5,7%. Segundo Pereira, a queda no último mês de 2006 na comparação com o mês anterior é pontual e não aponta uma tendência de recuo nas vendas do setor.

Para ele, o resultado negativo no último mês do ano ocorreu porque houve antecipação do pagamento do 13º salário dos aposentados e pensionistas no início do segundo semestre e, por isso, houve crescimento consecutivo em quatro meses nas vendas ante mês anterior, gerando uma acomodação em dezembro.

Entre as atividades pesquisadas pelo IBGE na série com ajuste sazonal, apenas veículos, motos, partes e peças (2,1%) apresentou aumento nas vendas. Houve recuos em hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,7%); tecidos, vestuário e calçados (-3,3%) e móveis e eletrodomésticos (-6,7%).


Fonte: http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/fev/15/100.htm






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