Comércio varejista gaúcho cai 1,2% em agosto, mas segue com desempenho robusto
Em agosto, o varejo gaúcho teve queda de 1,2% em relação ao mês anterior, na série com ajuste sazonal. Não obstante a queda no mês, o comércio varejista do Estado acumula expansão de 10% em relação ao mesmo período de 2009 e deve superar os 7,% de crescimento até o fim de 2010.
De acordo com os dados divulgados pelo IBGE, em agosto, o volume de vendas do varejo gaúcho registrou queda de 1,2% em relação a julho, na série com ajuste sazonal. Não obstante a queda no mês, o resultado está dentro do esperado e acima da média dos últimos três meses, não alterando nossas projeções de crescimento para o comércio varejista do Estado, que acumula expansão superior a 10% em relação ao mesmo período do ano passado e deve superar os 7,5% até o fim do ano.
Cabe destacar que, em relação a agosto de 2009, houve expansão de 12,6% nas vendas do varejo no Estado (marca superior à robusta variação mensal[1] de julho, que havia sido de 12,3%). Dentre os segmentos com maior contribuição estão Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (5,8%), Combustíveis e Lubrificantes (16,8%), Móveis e Eletrodomésticos (18,9%) e Equipamentos, Materiais para Escritório, Informática e Comunicação (41,1%). Assim, o arrefecimento em relação a julho ocorreu mais em razão da base forte criada no referido mês (principalmente a partir do crescimento do segmento de Hipermercado e Supermercados, que em agosto registrou uma acomodação natural) do que por alguma alteração no cenário econômico, que permanece positivo para o ano.
Dessa forma, entendemos que as vendas do comércio varejista gaúcho devem seguir fortes ao longo dos próximos meses, alcançando marcas históricas no Natal e ultrapassando os 7,5% de crescimento no ano. A massa real de salários segue em expansão (com elevação de, aproximadamente, 10% em relação a agosto de 2009), assim como as concessões de crédito para pessoa física (com aumento, em agosto, de 17,4% em relação ao mesmo mês do ano passado), o que mantém a confiança do consumidor elevada, influindo positivamente no consumo das famílias do Rio Grande do Sul.
[1] A variação mensal tem como base de comparação o mesmo mês do ano anterior
Fonte: Fecomércio - RS - 19/10/2010








