Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Economia Corte dos juros desagrada entidades
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Corte dos juros desagrada entidades

A redução da taxa de juros em 0,5 ponto percentual pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central desagradou entidades empresariais e de trabalhadores.

O presidente da Fecomércio-RJ, Orlando Diniz, criticou a decisão do BC, que reduziu a Selic para 15,25% ao ano. Segundo Diniz, a parcimônia no processo de queda dos juros "é o freio que o Brasil não precisava".

Diniz disse ainda que o País precisa de uma queda de, pelo menos, mais 4 pontos percentuais para sair da "desconcertante posição" de líder no ranking mundial de juros reais.

Para o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman, "o Copom perdeu mais uma oportunidade de contribuir para o crescimento da economia". Szajman considerou insuficiente a redução de meio ponto e argumentou que os juros estão em patamar acima do necessário para o controle da inflação.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também lamentou a decisão. Para o setor, a taxa de juros reais no país, acima de 10% ao ano, "ainda é muito preocupante e só seria justificável ficar neste patamar se o país vivesse sob ameaças à ordem econômica".

Para a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), a nova taxa não surpreendeu. Mas, em nota, a entidade disse considerar fundamental a continuidade da trajetória de queda da Selic, sob pena de a retomada da atividade econômica, evidenciada pelo resultado do PIB no primeiro trimestre, perder fôlego".

Força Sindical reclama
A Força Sindical também protestou contra a decisão. Segundo Paulo Pereira da Silva, presidente da entidade, classificou a política de queda de juros como letárgica. O sindicalista pediu uma maior rapidez na redução da taxa, para induzir investimentos nas áreas de emprego intensivo de mão-de-obra, como infra-estrutura, saúde e educação.

Economistas não vêem surpresa
A maioria dos economistas não viu surpresa na decisão do BC. Segundo Roberto Luis Troster, economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), o corte de 0,50 era esperado. "Acho que a turbulência externa não assusta, é passageira. Os indicadores macroeconômicos são bons, absorvem bem. Acho que internamente números de inflação e atividade econômica estão muito bons. Os únicos dois senões para a taxa não cair mais rapidamente são a questão fiscal e a dinâmica dos cortes: se está esperando no fim do ano uma taxa entre 13 e 14 (por cento ao ano) e tem mais cinco reuniões, tem que suavizar os cortes. Acho que vai ter a próxima e mais uma de 0,50 (ponto percentual) e depois 0,25 ponto percentual.

O economista Octavio de Barros, do Bradesco, também disse que a decisão está "em linha com o que nós prevíamos. Qualquer coisa abaixo disso poderia trazer volatilidade e incerteza. Volatilidade abala convicções". Edson Teles, da Corretora Concórdia, concorda com a análise, mas diz acreditar que "o mais provável é que o ciclo de cortes na taxa básica de juros venha a se encerrar mais cedo do que o imaginado anteriormente."


Clique aqui e saiba mais sobre a influência da taxa de juros


Fonte: www.terra.com.br

Ações do documento