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Crescimento mais lento no segundo semestre

Os economistas não apostam num crescimento tão significativo para os próximos seis meses. O Banco Central aumentou a taxa de juros para conter a inflação. Com menor consumo, a consequência lógica será menos produção e menos emprego. Para haver um grande upgrade em termos de empregos e vendas, teria de haver investimento maior e isso não está ocorrendo, como observa Henry Quaresma, da Fiesc.

– Temos alguns fatores, como questões macroestruturais que limitam o crescimento maior. Tem o câmbio desfavorável, a infraestrutura insatisfatória, a pesada carga tributária e o impasse na política, com a proximidade das eleições. Então para o ano que vem, não se sabe a perspectiva. Até o final do ano é positiva, tanto no emprego quanto em vendas. Mas só em outubro ou novembro, poderemos avaliar 2011 – observa.

Na indústria, além do setor têxtil, há boas perspectivas para alguns setores no segundo semestre, aponta Quaresma. O boom do gás e do petróleo vai ter reflexos na indústria naval e automotiva, para a qual a metalmecânica catarinense presta serviço. Os blocos e motores também devem gerar ainda mais oportunidades.

– Temos Copa do Mundo e Olimpíadas nos próximos anos, mas começamos a produzir desde já. Isso tudo está voltado para empresas que trabalham com estrutura na nossa região – afirma o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Mecânica de Joinville e Região, João Bruggmann.

A construção civil segue aquecida pela redução do IPI no material de construção e o programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal, de incentivo à compra do imóvel pela população de baixa renda.

O setor de alimentação também promete. As carnes, especialmente a suína e as aves, têm perspectivas de crescimento com a abertura e ampliação do mercado asiático. E o setor fumageiro deve manter a escalada.

Com a crise, os moveleiros observaram uma queda nas exportações, que prejudicou o setor, dependente das vendas externas. Mas a tendência próxima é de melhora, com transferência da produção para o mercado interno e pequena retomada da exportação, segundo o diretor da Fiesc, Henry Quaresma.

A área de tecnologia segue aquecida, segundo a presidente da ABRH em SC, Luzia Frolich. Com a proximidade da temporada, o turismo deve ampliar vagas no segundo semestre. E a área de vendas continua sendo grande fonte empregadora, como avisa Cleire Xavier, diretora em Florianópolis da RH Brasil.

 

Fonte: www.clicrbs.com.br - 02/8/2010

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