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Crise encerra ciclo de alta da indústria gaúcha

A economia brasileira e gaúcha está sentindo os efeitos da crise e vai exigir um grande esforço, tanto por parte dos empresários quanto dos governos.

A turbulência econômica global atingiu com grande intensidade as indústrias gaúchas em novembro passado e encerrou um ciclo de 25 meses de crescimento. O Índice de Desempenho Industrial (IDI-RS) apresentou uma queda de 4,8% em relação ao mesmo período de 2007.

"A economia brasileira e gaúcha está sentindo os efeitos da crise e vai exigir um grande esforço, tanto por parte dos empresários quanto dos governos.".A capacidade de cada um lidar com ela vai depender das características do setor de atuação, do porte da empresa e dos mercados onde vende os seus produtos. Como já antecipamos, o primeiro quadrimestre de 2009 será o período de acomodação da produção industrial em um novo patamar", afirmou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (Fiergs), Paulo Tigre, ao divulgar os dados ontem. 


A maioria das variáveis do IDI-RS fechou negativa em novembro. Em comparação com o mesmo mês de 2007, as compras e o faturamento desabaram 15,9% e 11,2%, respectivamente. A utilização da capacidade instalada recuou 3%. Os segmentos com os piores resultados foram Produtos Químicos (- 25%), Metalurgia Básica (- 22%), Couros (-13,4%), Refino de Petróleo (-12,6%), Borracha (-11,2%), Bebidas (-7,8%), Móveis (-6,9%) e Alimentos (-4%). 


Já na comparação de novembro com outubro, o desempenho da indústria do Estado caiu 8,8%. Nesta base de análise, todos os indicadores registraram quedas: compras (-24,5%), faturamento (-15,3%), horas trabalhadas na produção (-4%), massa salarial (-3,2%) e utilização da capacidade instalada (-2,1%). O nível de emprego do setor diminuiu 1,2%, o terceiro recuo sucessivo. 


"Mas a superação desse momento difícil, ao mesmo tempo em que se configura como um desafio, também pode criar as bases para um novo ciclo de crescimento", destacou Tigre. Para o industrial, se a crise é um ambiente de oportunidades e de inovações, este deve ser também o ano de o governo repensar estímulos, reduzir os impostos e, principalmente, fazer investimentos em infraestrutura, logística, energia e saneamento.
No acumulado do ano, o Índice de Desempenho Industrial no Estado continua refletindo o bom momento econômico dos primeiros nove meses de 2008. A elevação foi de 6,6% de janeiro a novembro, ante igual período de 2007.

 Fonte: Jornal do Comércio - 8/1/2009

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