Crise externa domina cenário
As perspectivas para a economia brasileira permanecem favoráveis, mesmo em meio a todas as incertezas do mercado internacional e a evidente piora do sistema financeiro em função da crise nos Estados Unidos. Mas o mercado financeiro segue contaminado pela onda de pessimismo que vem de fora e isso mexe com as projeções locais.
Para a bolsa, por exemplo, se previa um avanço do Ibovespa de até 30% este ano. Agora, isso parece menos provável diante do comportamento muito negativo das bolsas no exterior, o que afeta o fluxo de investimentos estrangeiros pelo mundo. A perdas de recursos na bolsa brasileira pode prosseguir por mais algum tempo, pela perda de recursos e, também, pelo reflexo da desvalorização dos papéis de empresas brasileiras na Bolsa de Nova York.
Por outro lado, mesmo com as medidas tomadas recentemente pelo governo, na área cambial, não se previa uma mudança na tendência do dólar. Apenas pelas condições locais e a manutenção dos juros básicos em 11,25% ao ano, a cotação do dólar comercial tenderia a alcançar novos pisos. Poderia chegar fácil a R$ 1,60, podendo ceder até mais.
Porém, pela evolução dos diversos ativos nas últimas semanas, fica claro que, pelo menos, a curto prazo o Brasil vai seguir a onda externa. Pode até apresentar variações um pouco menores, mas não dá pra ir contra a maré. Importante salientar que, no caso do dólar, embora haja um movimento mundial de queda da moeda, no Brasil as cotações também têm refletido a movimentação dos investidores estrangeiros, o que ajuda a frear o movimento de queda. A cotação pode até ceder mais a tendência ainda é de baixa - mas o ritmo será muito influenciado pelas ondas internacionais.
Fonte: http://br.invertia.com








