Crise do mercado imobiliário nos EUA
Os mercados ao redor do mundo estão preocupados com o setor imobiliário
nos Estados Unidos, que atravessou um boom nos últimos anos. O medo
principal é sobre a oferta de crédito disponível, já que, há algumas
semanas, foi detectada uma alta inadimplência do segmento que engloba
pessoas com histórico de inadimplência e que, por conseqüência, podem
oferecer menos garantia de pagamento --é o chamado crédito "subprime"
(de segunda linha).
Justamente por causa do alto volume de dinheiro disponível ultimamente,
o "subprime" foi um setor que ganhou força e cresceu muito. A atual
crise, assim, é proporcional à sua expansão.
Como os empréstimos "subprime" embutem maior risco, eles têm juros
maiores, o que os torna mais atrativos para gestores de fundos e bancos
em busca de retornos melhores. Estes gestores, assim, ao comprar tais
títulos das instituições que fizeram o primeiro empréstimo, permitem
que um novo montante de dinheiro seja novamente emprestado, antes mesmo
do primeiro empréstimo ser pago.
Também interessado em lucrar, um segundo gestor pode comprar o título
adquirido pelo primeiro, e assim por diante, gerando uma cadeia de
venda de títulos.
Porém, se a ponta (o tomador) não consegue pagar sua dívida inicial,
ele dá início a um ciclo de não-recebimento por parte dos compradores
dos títulos. O resultado: todo o mercado passa a ter medo de emprestar
e comprar os "subprime", o que termina por gerar uma crise de liquidez
(retração de crédito).








