Dólar acumula desvalorização de 7,1% no mês
Os investidores estrangeiros continuam seduzidos por ativos mais rentáveis, derrubando o dólar para o menor nível em sete meses. A moeda encerrou ontem (20/5) em baixa de 0,44%, vendida a R$ 2,027, acumulando no mês desvalorização de 7,1%. No ano, a queda chega a 13,2%. Para o gerente de câmbio da Treviso Corretora, Reginaldo Galhardo, os sinais de acomodação da economia norte-americana, em meio às perspectivas de que o quadro recessivo pode ser superado antes do previsto, já no último trimestre de 2009, melhora o sentimento de aversão a risco, beneficiando os mercados emergentes, em especial o Brasil. "A confortável situação do País traz tranquilidade para o investidor vir para cá", diz Galhardo.
Segundo o executivo, após o rali dos últimos dias e com a melhora da liquidez, muitos "players" têm saído do câmbio para comprar bolsa, juros e outros derivativos mais lucrativos, como as commodities. Este movimento tem ajudado a desencadear uma queda do dólar nos mercados internacionais, com reflexos no País, gerando especulações de que o Banco Central (BC) pode voltar a recorrer aos leilões de swap cambial reverso. Ontem, como tem feito diariamente, o BC comprou dólares no mercado spot.
No curto prazo, o real deve continuar se valorizando frente ao dólar e testar já nos próximos dias o piso de R$ 2, reforçando a necessidade da presença do BC. "Na tentativa de recompor as reservas internacionais, o BC tem postergado a queda, mas não tem como segurar as cotações." Desde que voltou ao mercado, estimativas apontam que o BC já retirou mais de US$ 1 bilhão de circulação.
Na ata de sua última reunião, o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) afirmou que espera uma melhora na economia norte-americana nos próximos meses. No entanto, admitiu que o Produto Interno Bruto (PIB) pode cair 1,3% a 2% em 2009.
Juros
A expectativa de novo corte na Selic na reunião do Comitê de Política Monetária, em 10 de junho, mantém a curva de juros em queda. Na BM&F Bovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em julho deste ano apontou taxa anual de 9,83%, ante 9,84% do ajuste anterior e foi o mais negociado, com mais de 300 mil transações e giro de R$ 32 bilhões. O papel precifica corte de 0,75 ponto percentual na Selic no próximo mês. O DI com vencimento em janeiro de 2010 apontou juro de 9,26%, ante 9,29% da véspera.
Fonte: www.newscomex.com








