Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Economia Dólar cai para R$ 2,037
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Dólar cai para R$ 2,037

A moeda americana mantém tendência acelerada no sentido de alcançar o preço de R$ 2,00.

O dólar comercial fechou a terça-feira à cotação de R$ 2,037 (valor de venda), em queda de 0,53%, em seu menor nível desde março de 2001. No ano, a taxa de câmbio já acumula perda de 4,68%.

A taxa de risco-país, medida pelo indicador Embi, cedeu 1,2% e atingiu novamente um valor mínimo histórico, aos 164 pontos.

"A moeda americana mantém tendência acelerada no sentido de alcançar o preço de R$ 2,00, num ambiente em que a ação da autoridade monetária [o Banco Central] não tem a capacidade de reversão da tendência", avaliou o economista e diretor da corretora NGO, Sidnei Nehme.

O economista observa que a cotação da moeda americana é afetada principalmente por operações no mercado futuro e mercado de moeda à vista, o que explica as oscilações entre R$ 2,067 (taxa máxima da semana passada) e R$ 2,036 (mínima) nos últimos dias. Nehme também lembra que essas operações são ratificadas por uma "excepcional taxa de juro real", que não deve sofrer oscilações bruscas nos próximos meses.

Juros futuros

Os principais contratos DI negociados no mercado futuro da BM&F encerram o dia abaixo dos juros projetados no fechamento de ontem.

O contrato para janeiro de 2008 projetou taxa de 11,95% ao ano ante 11,96% na segunda-feira. Para janeiro de 2009, a taxa projetada foi de 11,58% ante 11,59% ontem. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi de 11,49% ante 11,53%.

Para analistas de mercado, o mercado de juros futuros trabalha sob expectativa de que o país alcance o "grau de investimento" --melhor classificação de risco para investimentos globais-- mais cedo que o esperado, devido à revisão do produto nacional, que melhora a relação da dívida total do país sobre o PIB.

A melhora das taxas de risco-país, além de afetar o câmbio, também ajuda a manter a trajetória de queda dos juros básicos do país.

Em comentário direcionado ao mercado, a Standard & Poor's considera que a revisão do PIB para cima e a preocupação combinada com uma política econômica "comprometida" tem "implicações positivas para a avaliação de crédito".

"Embora a dívida no Brasil ainda está um pouco acima dos padrões (a média dos países com classificação 'BB' de crédito é 35% do PIB, e dos 'BBB', 29%), manter um superávit primário prudente e executar uma política para desacelerar a tendência atual dos gastos [públicos] reforçaria a dinâmica favorável dessa dívida, trazendo os números fiscais do Brasil mais próximo dos padrões. Essa medidas também sustentariam prognósticos de crescimento e de avaliação do crédito para os próximos anos", avalia a equipe de analistas.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u115792.shtml

Ações do documento