Dólar deve manter tendência de queda por um bom tempo, diz economista
O dólar comercial fechou a R$ 2,023 nesta segunda-feira (09/04), quebrando novamente o recorde de menor valor desde março de 2001, baixa de 0,34% em relação à quinta-feira passada.
A barreira mínima de R$ 2 do dólar deve ser quebrada em breve e a queda da moeda, que vem se acentuando, vai continuar por um bom tempo. A previsão é da consultora financeira Tereza Fernandez.
Segundo Tereza, "a cena no mercado internacional está muito líquida", ou seja, não há previsão de crises que afetem o mercado. "Os índices econômicos seguem a mesma tendência. Bolsa, dólar, risco-País, todos estavam numa tendência positiva, de recordes, até a queda da bolsa chinesa, que se associou à possibilidade de um problema imobiliário nos Estados Unidos. O mercado sentiu e realizou. O último episódio foi a crise diplomática entre Irã e Inglaterra. Agora, que os marinheiros foram soltos, o mercado voltou às boas", explicou a consultora.
Segundo ela, "o bom humor internacional provoca uma ótima perspectiva e um equilíbrio entre os países. Como não há previsão de que os juros vão subir, os investidores procuram os locais onde pode haver mais oportunidades, ou seja, nos mercados emergentes", o que causa aumenta da oferta de dólares e posterior queda de preço.
Tereza acredita que a queda continuará por um bom tempo. "A barreira dos R$ 2 em breve será rompida. Se os bancos acreditam que essa queda vai continuar, nenhum deles vai querer comprar dólares. O único que poderia comprar é o Banco Central, para tentar defender e evitar a valorização excessiva do real" e o aumento do preço dos produtos brasileiros no exterior.
A consultora disse ainda acreditar que o BC não tomará nenhuma medida aleatória para controlar o valor da moeda. "Pelo que estou acompanhando, o BC deve tentar administrar a taxa mas sem fazer nada arbitrário para frear a queda, como proibir a entrada de dólares no País ou cobrar taxas".








