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Dólar em queda

A desvalorização do dólar não é um fenômeno apenas brasileiro, as moedas de outros países também vêm se desvalorizando ante a divisa norte americana.


Moeda norte-americana registrou variação negativa de 0,10% e fechou a R$ 1,952 na quinta-feira (16/05).

Histórico

Desde a implantação do real, o País experimentou três políticas de câmbio: a paridade, com o limite de cotação de R$ 1 por dólar; o sistema de bandas, em que o dólar podia oscilar dentro de uma faixa de preço; e o câmbio flutuante, o atual modelo, pelo qual a cotação da moeda varia conforme a oferta e a demanda. Confira abaixo a flutuação da moeda, veja quem ganha e quem perde com a desvalorização e tire suas dúvidas sobre seu impacto.


Perguntas e respostas

1 - Por que o a cotação do dólar está caindo?

Porque a entrada de dólares no País vem superando a saída da moeda americana. Esse excesso de oferta gera a valorização do real ante o dólar, que entra no País via exportações, investimentos estrangeiros diretos, investimentos financeiros, captações internacionais e turismo. Já a saída é registrada via importações, investimentos brasileiros diretos ou financeiros no exterior e levado por turistas brasileiros em visita a outros países. Outro fator é a queda do Risco-Brasil, que está abaixo dos 160 pontos.

2 - A queda do dólar significa que o real está se valorizando?

Sim. A valorização diz respeito a fatores como o aumento da confiança dos investidores externos no País e à progressiva queda de juros.

3 - É um fenômeno apenas brasileiro?

Não. As moedas de outros países, como Egito, Colômbia, Canadá, Austrália e Peru, também vêm se valorizando ante o dólar. Este já é considerado um fenômeno global causado pelo desequilíbrio das contas norte-americanas.

4 - O dólar baixo prejudica o País?

Embora prejudique alguns setores da economia, como têxteis, calçados e confecções, a queda necessariamente não prejudica o crescimento do País. Há setores que são beneficiados, entre eles os que dependem da importação de insumos e máquinas para a produção.

5 - O que o governo pode fazer para controlar a queda?

Partindo do princípio que mantenha o câmbio flutuante - ou seja, não regule sobre as cotações do real e do dólar, deixando que o mercado se encarregue do ajuste -, a medida comum é comprar dólares, reduzindo a oferta da moeda no País. Com a queda do dólar para patamar abaixo de R$ 2,00, o governo indicou a possibilidade de desoneração de tributos federais.

6 - Qual o papel do Banco Central?

A atitude habitual do BC é intervir no mercado, comprando ou vendendo dólares de acordo com o interesse do governo, influenciando na oferta da moeda no País.

7 - Quais os efeitos da queda do dólar para a população em geral?

Na prática, o dólar baixo aumenta o poder de compra do consumidor, já que os preços dos produtos importados tendem a cair, influenciando o mercado interno. Além disso, viajar para o exterior fica mais barato.

Quem ganha,

    Consumidores: Aumento do poder de compra; acesso a importados por preço menor; viagens internacionais mais baratas e inflação menor

    Importadores: Custo menor.

    Exportadores com vantagem competitiva: Alta produtividade, aumento de preço internacional e alto índice de insumos importados na produção compensam o câmbio valorizado e importação de máquinas para modernizar fábrica tem custo menor.

Quem perde

    Exportadores sem vantagem competitiva: Setores muito intensivos em mão-de-obra, como calçados e têxteis, ficam sujeitos à competição externa agressiva e perdem competitividade aqui e lá fora.


Fonte: www.estadao.com.br


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