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Dólar encerra semana curta em queda de 1%, a R$ 1,947

A cena externa positiva e a falta de maiores surpresas com a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) permitiram que o mercado cambial encerrasse a semana mais curta com desvalorização.

O dólar comercial foi negociado a R$ 1,947 para venda, em baixa de 1,06%, nos últimos negócios desta quinta-feira.
Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado a R$ 2,080 (valor de venda), com retração de 0,95% sobre a cotação final de ontem. A taxa de risco-país marca 202 pontos, com declínio de 1,46%.

O mercado teve um dia de razoável instabilidade na véspera do feriado, com as taxas de câmbio oscilando entre a máxima de R$ 1,971 e a mínima de R$ 1,946. A jornada de negócios começou bem pressionada --R$ 1,969-- perto das cotações máximas, mas tomou a tendência predominante de baixa no decorrer da quinta-feira, com exportadores despejando moeda e bancos zerando posição (comprando ou vendendo moeda para não ficar expostos à riscos).

Os investidores refletiram de forma moderada a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária). "O Copom tem se caracterizado por não frustrar nem levantar grandes expectativas. O importante agora é esperar para ver como ficou a ata [da reunião de ontem]", afirma Marcos Trabold, operador da corretora B&T.

O documento, que traz números e comentários dos diretores do Banco Central sobre a economia, deve ser divulgado na quinta-feira da semana que vem.

Para Trabold, ficou visível que o Comitê desacelerou o ritmo de cortes dos juros mais por fatores domésticos. "Eles deram uma brecada forte, mas em função do aquecimento da economia. E é lógico, pesou um pouco a crise lá fora [o problema com os créditos 'subprime']", acrescenta.

Juros futuros

O mercado futuro de juros recuou, no dia seguinte à reunião do Copom e a alta do IPCA acima das expectativas. Alguns analistas enxergaram a possibilidade de um novo corte a reunião de outubro.

O IPCA veio dentro das expectativas: variação de 0,47%, pressionado pelos preços do grupo Alimentação e Bebidas.

No contrato de janeiro de 2008, a taxa projetada passou de 11,16% para 11,10%. O contrato de janeiro de 2009 projetou juro de 11,55% ante 11,57% na quarta-feira. E no contrato de janeiro de 2010, a taxa projetada foi de 11,83% contra 11,85%.


Fonte: www.folha.uol.com.br



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