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Dólar fecha em alta, apesar da atuação do BC - 31/5/2006

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a turbulência no mercado financeiro é passageira e afirmou que o BC e o Tesouro agem corretamente para enfrentar este cenário.

O BC voltou a oferecer swap cambial (contratos que trocam o rendimento em juros pela oscilação do dólar). O objetivo do BC foi aumentar a oferta de ativos em dólar, o que reduz a pressão de alta sobre as cotações da moeda norte-americana.
 
O dólar comercial encerrou o dia (30/5) cotado a R$ 2,3100, em alta de 1,54% em relação aos últimos negócios de 29/5. Durante o dia, a moeda norte-americana oscilou entre a máxima de R$ 2,3660 e a mínima de R$ 2,2850. Com o resultado, a moeda norte-americana acumula alta de 10,69%.

Para segurar a alta do dólar, o Banco Central voltou a oferecer swap cambial (contratos que trocam o rendimento em juros pela oscilação do dólar). O objetivo do BC foi aumentar a oferta de ativos em dólar, o que reduz a pressão de alta sobre as cotações da moeda norte-americana.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a turbulência no mercado financeiro é passageira e afirmou que o BC e o Tesouro agem corretamente para enfrentar este cenário. Ao ser questionado de que a atuação do BC no mercado cambial iria contra a sua avaliação de que o dólar está baixo, ele negou que tenha comemorado a alta do dólar, em função das turbulências do mercado. "Eu não estava comemorando, eu fiz uma brincadeira que não foi entendida."

Bolsas caem

Depois do feriado de 29/5  nos EUA e no Reino Unido, a oscilação associada às incertezas com a alta dos juros internacionais voltou com força aos mercados.  Juros mais altos deixam menos atrativos os investimentos em ações. Em Nova York, o índice Dow Jones - que mede o desempenho das ações mais negociadas na Bolsa de Nova York - recua 1,52%. A Nasdaq - bolsa que negocia ações do setor de tecnologia e Internet - cai 1,94%. No Brasil, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) cai 3,87%, às 16h55.

No mercado de juros, os investidores estão atentos à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que reavalia a Selic, a taxa básica de juros da economia. Mantega disse que confia no Copom e no BC. Segundo ele, as instituições têm sensibilidade para avaliar o andamento da inflação e chegar a uma redução adequada dos juros.

As expectativas de 48 de um total de 50 instituições financeiras consultadas pela Agência Estado são de queda de 0,50 ponto porcentual, dos atuais 15,75% ao ano para 15,25%. Se for confirmada esta previsão, a Selic voltará ao nível em que se encontrava em janeiro e fevereiro de 2001 e também marcará a redução do ritmo de afrouxamento monetário, depois de dois meses consecutivos com cortes de 0,75 ponto porcentual.


Fonte; www.estadao.com.br

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