Dólar fecha maio no menor nível desde novembro de 2000
Moeda norte-americana acumula queda de 10% nos primeiros 5 meses do ano.
O dólar caiu quase 10% nos primeiros cinco meses do ano, o suficiente para levar a cotação ao menor nível desde novembro de 2000. Com o contínuo ingresso de recursos, analistas apostam em mais queda da moeda norte-americana.
Na quinta-feira (31/5), a divisa caiu 0,82% e fechou a 1,926 real. Em maio, a queda acumulada foi de 5,4 por cento.
"O fluxo de dólares, tanto pelo segmento comercial como pelo financeiro, vai continuar bastante intenso porque a demanda pelas commodities que o Brasil mais exporta vem aumentando significativamente", afirmou Mário Paiva, analista de câmbio da corretora Liquidez, no Rio de Janeiro.
"Não só a demanda como os preços. Por isso, a balança comercial continua apresentando esse resultado espetacular". No ano, a balança acumula superávit de 16,39 bilhões de dólares.
Fator externo
Para alguns analistas, uma alternativa para brecar a queda do dólar poderia ser um corte maior do juro. Mas de acordo com Vladimir Caramaschi, economista-chefe da Fator Corretora, mesmo que haja essa expectativa, a tendência de desvalorização do dólar não deve se alterar.
"Acho que chega nesse patamar de 1,90 real e possivelmente rompe nos próximos dias ou semanas, porque continuo vendo um cenário internacional muito favorável."
O dólar também tem perdido terreno para outras divisas.
Embora o centro das atenções continue sendo os Estados Unidos, a China motivou dias de ajuste de posição, por estar com economia e bolsa de valores superaquecidos, o que traz o receio de desacelerações bruscas.
"O foco de preocupação continua nos Estados Unidos, é o lado que realmente pode provocar algum abalo mais forte no cenário internacional... mas as chances de que isso venha a ocorrer têm se reduzido nos últimos meses", avaliou Caramaschi. Sobre a China, Caramaschi ainda não vê motivo para forte temor.
Fonte: www.estadao.com.br








