Ferramentas Pessoais
Você está aqui: Página Inicial Economia Dólar sobe novamente
Acessar


Esqueceu sua senha?
 

Dólar sobe novamente

Divisa norte americana fecha com alta de 0,26%, a R$ 1,907.

A moeda olhou com ceticismo nesta segunda-feira (06/08) para a melhora das bolsas de valores em Nova York e fechou em leve alta nesta segunda-feira, acompanhando a cautela do mercado brasileiro com a forte volatilidade no cenário externo.

O mercado de câmbio praticamente ignorou a alta nos principais índices acionários dos Estados Unidos nesta sessão. Em meio à montanha-russa dos últimos dias, prevaleceu entre os investidores locais a percepção de que a melhora de humor poderia ser momentânea.

Além disso, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) operou em queda até o fechamento dos negócios no câmbio, passando ao território positivo apenas após isso. Na mínima do dia, o principal índice da bolsa atingiu o menor nível em cerca de dois meses.

"O mercado doméstico está ressabiado pelos sobressaltos que a moeda tem tido", disse Carlos Alberto Postigo, operador de câmbio da corretora Action.

Em um dia sem dados econômicos relevantes, o mercado de câmbio preferiu dar atenção a notícias ruins sobre o setor de crédito norte-americano e manter a cautela antes do evento mais aguardado da semana --a reunião do Federal Reserve sobre o juro dos Estados Unidos, que será realizada amanhã.

Miriam Tavares, diretora de câmbio da AGK Corretora, disse que a atenção dos agentes de mercado está voltada ao comunicado divulgado após a reunião, já que há um consenso de que o banco central dos EUA manterá o juro a 5,25% ao ano.

"Vamos esperar o Fed, porque o comunicado que sai amanhã depois da reunião terá que se reportar de alguma maneira à extensão desse problema (do setor de crédito). Se ele for um pouco mais incisivo, o mercado pode voltar a se assustar muito", disse.

Segundo a diretora, o volume de negócios desta sessão foi reduzido devido à cautela. Até mesmo os exportadores, que têm ajudado a limitar a alta do dólar nas últimas semanas, preferiram diminuir o volume de dólares vendidos aos bancos.

"O fluxo está até equilibrado... Eles (bancos) vão esperar mesmo uma melhor definição para vender, comprar ou realocar posições", comentou Miriam.

Jorge Knauer, gerente de câmbio do Banco Prosper, lembrou que a contínua entrada de dólares no país mantém a tendência de queda do dólar, mas ressalvou que "o mercado de câmbio responde muito a risco. Então, enquanto isso (turbulência externa) acontecer, não dá para dizer que prevalecerá o fundamento (econômico). Prevalecerá a volatilidade", disse.

Na última hora de sessão, o Banco Central realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, mas a operação teve pouco impacto sobre a cotação da moeda. A autoridade monetária definiu corte a R$ 1,911 e aceitou, segundo operadores, ao menos dez propostas.

 Reuters

Fonte: invertia.com/noticia

http://br.invertia.com/noticias/noticia.aspx?idNoticia=200708061907_RTR_1186427226nN06454981&idtel=

Ações do documento