Dólar tem 5ª queda seguida e renova mínima desde setembro
Numa quarta-feira volátil, o dólar cravou a quinta queda seguida frente ao real e renovou a cotação mínima em mais de 10 meses, a reboque de um movimento de ingresso de recursos no país.
A moeda dos Estados Unidos caiu 0,71 por cento, a 1,811 real na venda, acumulando queda de 4,9 por cento nesta sequência de baixas. No ano, o recuo chega a 22,4 por cento.
"Os dólares continuam entrando tanto pelo segmento comercial quanto pelo financeiro. Dessa forma, o dólar fica muito 'ofertado', o que reforça a queda da moeda", avaliou o analista de câmbio Mario Paiva, da Corretora Liquidez, no Rio de Janeiro.
O Banco Central informou que o fluxo cambial no país fechou julho positivo em 1,27 bilhão de dólares, sustentado pelo superávit no segmento financeiro.
Em junho, o fluxo cambial havia ficado positivo em 1,076 bilhão de dólares. No ano, o país acumula entrada líquida de 3,935 bilhões de dólares.
Parte desse ingresso ocorreu por conta de ofertas de ações de empresas como BR Malls, MRV, Hypermarcas, Natura e da Visanet.
O profissional da área de câmbio de uma importante corretora em São Paulo também observou o ingresso de dólares relativos à emissão de 350 milhões de dólares realizada pela Cosan no início desta semana.
Para o diretor de câmbio da Fluxo Corretora, Carlos Alberto Tinelo, o dólar também caiu em decorrência da pressão de bancos, que tentam reduzir as cotações da moeda norte-americana para cobrir posições.
"Os bancos estão vendidos (nos mercados à vista e futuro) e, para lucrarem, precisam que o dólar continue caindo", explicou.
Na véspera, segundo dados da BMF&Bovespa, as instituições bancárias sustentavam 3,561 bilhões de dólares em posições vendidas no mercado futuro --o que, na prática, indica apostas na queda da divisa norte-americana.
No mercado à vista, de acordo com números do BC, a posição vendida dos bancos subiu para 1,519 bilhão de dólares no final de julho, ante 524,4 milhões de dólares no fim de junho.
Tinelo citou ainda a queda da divisa norte-americana no cenário externo como outro fator que favoreceu a apreciação do real.
Fonte: http://br.reuters.com/








