Dólar volta a cair com fluxo cambial e juros
A moeda norte-americana encerrou com leve baixa de 0,15%, vendida a R$ 2,0340, no menor fechamento desde 6 de março de 2001
O dólar voltou a cair ontem (04/03) e chegou a ser cotado abaixo dos R$ 2,0300 com o fluxo cambial positivo e as operações de arbitragem (captação no exterior e aplicação no mercado interno, devido à diferença das taxas de juros). Na mínima do dia, o dólar chegou a R$ 2,0280.
"No dólar, o importante é fluxo mesmo", disse Marcelo Voss, economista-chefe da corretora Liquidez. De acordo com dados do Banco Central, o país teve fluxo cambial positivo de R$ 6,647 bilhões em março.
"Vem dólar para cá, não tem jeito... Para você conter o fluxo, só uma notícia muito ruim, não foi o caso hoje", disse Voss, em referência a dados sobre a economia norte-americana divulgados nesta quarta-feira, que vieram abaixo do esperado. O índice do setor de serviços, um dos mais aguardados, foi de 52,4 em março, contra previsão de 55,0.
Para Sidnei Nehme, diretor-executivo da corretora de câmbio NGO, a excessiva valorização do real não pode ser explicada apenas pelo fluxo positivo da balança comercial e dos investimentos. Ela tem "como eixo determinante a elevada taxa de juro real que o país pratica, e que faz com que o ´jogo´ especulativo tenha impacto determinante na formação do preço".
Voss acrescenta que "se ele (o Banco Central) não cortar a taxa de juro em 0,5 ponto, o dólar vem a R$ 2 nesse mês ainda, porque a taxa praticada ficou totalmente fora da realidade".
O juro brasileiro, cuja taxa básica é atualmente de 12,75% ao ano, atrai os investidores estrangeiros no momento em que o risco país é calculado nos menores níveis históricos. O Risco é a taxa que mede a desconfiança do investidor estrangeiro na capacidade de pagamento da dívida do país.
Perto do fim da sessão, o Banco Central realizou mais um leilão de compra de dólares, e segundo operadores aceitou pelo menos sete propostas. Após a operação, a cotação da moeda reduziu a queda.
Fonte: www.estadao.com.br
http://www.estadao.com.br/ultimas/economia/noticias/2007/abr/04/251.htm








