É vantajoso fazer leasing?
Os atrativos são evidentes: a empresa usufrui do bem imediatamente e, ao final do contrato, paga só o valor residual. Então por que todo mundo não usa essa modalidade?
Embora ande meio esquecido, esse mecanismo de financiamento oferece alguns atrativos interessantes, inclusive fiscais, para as empresas que desejam adquirir bens.
Com o fim da crise financeira, muitas empresas retomam os investimentos na compra de equipamentos ou veículos. Para conquistar esse objetivo, as alternativas são comprar à vista, parcelar em dezenas de vezes, fazer um consórcio ou, então, utilizar o leasing, ferramenta que pode ser interessante.
A palavra leasing deriva do termo arrendar, em inglês, e consiste em um contrato de utilização de um determinado equipamento, comercial ou industrial, ou certo imóvel, que pertence a uma instituição financeira. Ao fim do prazo de contrato de uso, o cliente pode optar pela aquisição do bem arrendado mediante um preço residual, previamente fixado no contrato. Ou seja, vai arcar apenas com o que restar após a dedução das prestações já pagas.
Para as empresas, esse tipo de contrato pode ser bastante interessante, pois concede o direito de uso do bem por determinado prazo, com condições previamente acertadas entre as partes. Nesses casos, o valor pago nas prestações é considerado custo para fins de Imposto de Renda e pode ser dedutível no próximo período. Ao término, caso não se anime a adquirir o bem, a empresa pode até mesmo renovar o contrato de leasing por um novo prazo.
Uma grande vantagem está no fato de que a empresa - o que vale também para pessoa física - recebe o bem, um carro por exemplo, praticamente no ato e pode usufruir imediatamente. E vai utilizar o veículo como se fosse um carro alugado. Acabando o contrato, caso não tenha interesse em ficar com o veículo, poderá devolvê-lo.
Mas, se as vantagens são evidentes, por que nem todas as empresas fazem esse tipo de contrato? A razão está nos riscos envolvidos. Não é possível, por exemplo, a quitação antecipada do produto e nem a transferência do contrato para um terceiro. Mas o mais grave é que, em caso de dificuldades financeiras, o contratante não pode simplesmente devolver o bem.
Por isso, esse tipo de compra é interessante para as empresas que possuem a vida financeira organizada e bem planejada. Infelizmente, são poucas as companhias que hoje podem se dar a esse luxo, principalmente por falta de disciplina nas suas áreas financeiras.
No caso do leasing, assim como no de qualquer outro investimento, antes de tomar qualquer decisão, a empresa necessita ter uma visão muito clara sobre o quanto realmente pode aplicar e quais riscos assumir.
Por: Reinaldo Domingos
Fonte: www.amanha.com.br








