Economia dos EUA anima o mundo
A queda do Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos – conjunto de bens e riquezas do País – sofreu uma desaceleração de 1% ao ano no segundo trimestre, segundo dados divulgados ontem pelo Departamento de Comércio americano. O dado é idêntico ao divulgado no fim de julho pelo governo e melhor que o esperado pelos analistas, que previam uma revisão para uma queda de 1,5%. O resultado é um sinal animador para a maior economia do mundo, que sofreu quatro trimestres consecutivos de contração, algo que não acontecia há mais de 60 anos.
A queda livre da atividade iniciada após a queda do banco Lehman Brothers, em setembro de 2008, parece ter ficado para trás. O PIB dos EUA caiu 2,7%, 5,4% e 6,4% nos três trimestres anteriores. O próprio presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, reconheceu que a atividade do país estava se estabilizando e que as perspectivas de recuperação a curto prazo eram boas.
Esse discurso, o mais otimista em mais de um ano, confortou muitos economistas com a ideia de que os EUA retomarão o caminho do crescimento até finais de setembro, ou até antes disso. As palavras de Bernanke foram confirmadas ontem pelo presidente do Federal Reserve de Richmond (sudeste), Jeffey Lacker, uma das sedes regionais do Fed.
De modo geral, os analistas previram um crescimento do PIB no trimestre em curso, e uma melhora progressiva da recuperação. “Concordo com esta previsão”, declarou Lacker em discurso. “Mas devo insistir sobre o fato de que a recuperação será lenta e que terá movimentos bruscos durante um tempo”, acrescentou.
FMI
Embalada pelo resultado norte-americano, a diretora de Relações Exteriores do Fundo Monetário Internacional (FMI), Caroline Atkinson, disse que a economia mundial está se recuperando, mas chamou a atenção para os cuidados a serem tomados. “Claro, a economia mundial está melhorando. Os dados do PIB americano publicados hoje (ontem) mostram isso. A situação está mudando, mas consideramos muito importante insistir sobre o fato de que ainda não é hora (de os governos) se darem por satisfeitos”, declarou.
Depois de lembrar que o FMI previu uma retomada muito frágil, Atkinson acrescentou que “o Fundo acha que ainda não é hora de adotar estratégias de saída da crise.”
Fonte: Jornal do Commercio








