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Economia dos EUA cresce 1% no primeiro trimestre

A economia dos EUA apresentou um crescimento de 1% no primeiro trimestre deste ano, superando a leitura preliminar de 0,9%, divulgada no mês passado. O dado foi divulgado pelo Departamento do Comércio nesta quinta-feira.

Apesar da melhora no índice, no entanto, o dado ainda aponta para uma economia frágil, afetada pelas crises --imobiliária, hipotecária e de crédito-- que atingem o país desde o ano passado.

Ontem, o Federal Reserve (Fed, o BC americano) informou após anunciar a manutenção dos juros em 2% ao ano que a atividade econômica em geral no país "continua a se expandir, em parte refletindo alguma estabilização nos gastos dos consumidores".

"No entanto, os mercados de trabalho tiveram novo enfraquecimento e os mercados financeiros permanecem sob considerável pressão", diz a nota do banco. "Condições restritas de crédito, a contínua contração do mercado imobiliário e a alta nos preços da energia devem pesar no crescimento econômico nos próximos trimestres."

"Revisões para cima nas exportações, nos gastos do consumidor e nos investimentos fixos foram parcialmente ofuscados pela revisão nas importações e uma redução nos investimentos em estoques", informou o departamento.

O consumo (que responde por cerca de 70% de toda a atividade econômica dos EUA) no primeiro trimestre teve um aumento de 1,1%, com os gastos com serviços superando os declínios nas compras de bens duráveis e não-duráveis. Segundo analistas, a alta nas exportações e os gastos dos consumidores --impulsionados pelos cheques de restituição de impostos enviados pelo governo aos contribuintes como parte do planos para evitar uma recessão-- devem fazer com que o PIB cresça entre 1,5% e 2% no segundo trimestre.

Depois do envio dos cheques, no entanto, a alta dos alimentos e dos combustíveis, além do mercado de trabalho fraco, podem ter um efeito negativo e impedir uma recuperação sustentada do crescimento econômico.

O núcleo do índice de inflação atrelado à leitura do PIB (que exclui os preços de alimentos e energia) teve alta anualizada de 2,3% (acima do considerado adequado pelo Fed, entre 1,5% e 2%).

O investimento fixo no setor imobiliário residencial teve uma queda de 24,6%.

Fonte: www.folha.uol.com.br


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