Empresários culpam juros, câmbio e falta de reformas
Para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), a revisão do PIB global, de 2,9% para 3,7% era esperada, mas a queda do setor industrial surpreendeu.
Câmbio valorizado, juros ainda altos e lentidão na reforma tributária inibiram o setor industrial que, na revisão do PIB, cresceu 2,8% em 2006 em vez dos 3% da metodologia antiga.
Para a CNI, a relação juro/câmbio é impeditiva do crescimento industrial, pois os juros ainda são os mais altos do mundo e o real valorizado tira competitividade das exportadoras. Para a entidade, o governo precisa criar mecanismo de desoneração dos investimentos e promover a reforma tributária para diminuir os impostos.
O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, afirmou que a análise dos países que conseguiram atingir crescimento sustentado mostra que o motor do progresso é a indústria de transformação. Sem um ambiente econômico favorável à produção, o Brasil não crescerá sustentavelmente.
Segundo a Fiesp, no período de 2001 a 2006 o segmento industrial cresceu 17,1%, ante 17,2% da metodologia antiga. Com os novos dados, a entidade reviu o crescimento da indústria para baixo, de 1,9% para 1,6% este ano.
A queda na compra de máquinas e equipamentos no Brasil e o real valorizado foram as causas da queda do PIB industrial, disse Newton Melo, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq). O dólar nessa posição significa um desestímulo à produção nacional, portanto um PIB menor. Sem perspectiva de desvalorização do real, a indústria deve sofrer uma desindustrialização, disse Melo.
O Estado de São Paulo
Fonte: www.global21.com.br








