Entrada de investimento estrangeiro na AL fica estável em 2005 - 13/04/2006
Segundo a Cepal, o Brasil foi um dos países que mais recebeu dinheiro vindo do exterior, chegando a US$ 15,1 bilhões.
A entrada de investimentos estrangeiros diretos (IED) na América Latina e o Caribe ficou praticamente estável em 2005 na comparação com 2004, atingindo US$ 61,6 bilhões segundo números divulgados nesta quarta-feira, em Santiago do Chile, pelo economista da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), José Luiz Machinea.
De acordo com ele, a América do Sul recebeu US$ 38,1 bi de investimentos estrangeiros diretos, o que representa uma leve queda de 1,1% em relação ao ano anterior. Esta redução se explica pelos menores recursos recebidos pelo Brasil. A Cepal ponderou, no entanto, que "a diminuição das correntes de IED para o Brasil não representa uma mudança drástica na tendência recente".
De acordo com o relatório, os países que mais receberam investimentos externos no ano passado foram o México, com US$ 17,8 bilhões; Brasil US$ 15,1 bilhões; Chile US$ 7,2 bilhões; Argentina US$ 4,6 bilhões; e a Colômbia, com US$ 3,9 bilhões.
Para Cepal a América Latina e Caribe ainda não conseguiram alcançar o seu potencial como pólo de atração de IED. "A região enfrenta os desafios de aumentar a quantidade e melhorar a qualidade destas entradas de capital para ampliar o seu impacto sobre o desenvolvimento produtivo da região", destacou.
Empresas nacionais crescem mais
No capítulo destinado à análise do desempenho das empresas latino americanas, a Cepal afirma que a participação delas na América Latina e Caribe "parece estar perdendo importância relativa na elite das 500 maiores companhias da região".
Em termos de vendas, as empresas nacionais (privadas e estatais) têm crescido mais que as empresas estrangeiras, segundo a análise. "A participação também baixa se examinam as 200 maiores exportadoras, onde a participação das transnacionais se reduz e aumenta a de empresas nacionais públicas (atividades primárias) e privadas (manufaturas e serviços).
Transnacionais no Brasil
A maioria das empresas transnacionais da região está instalada na Argentina, Brasil, Chile e México. As maiores, com investimentos mais diversificados geograficamente, estão em atividades baseadas em recursos naturais como minérios (Vale do Rio Doce), aço (Techint, Gerdau), petróleo e gás (Petrobras, PDVSA, ENAP), e cimento (CEMEX), observou a Cepal.
"Em geral, as empresas deste grupo têm contado com forte apoio estatal para seu desenvolvimento", destacou o documento. Algumas são ou foram empresas estatais. Outras cresceram aproveitando os planos de privatização em seu país ou em economias vizinhas.
Fonte: www.estadao.com.br









Economia desacreditada, e com razão!
Acredito que se nossa economia crescesse o esperado pelos economistas, esta poderia receber mais investimentos externos e até mesmo gerar confiança para que nossos empresários pudessem investir no próprio Brasil. Credibilidade é fundamental para que os estrangeiros coloquem seus recursos em uma economia, e convenhamos, a nossa está muito abalada.