Entre a cautela e o otimismo
Empresas gaúchas buscam alternativas para driblar a desaceleração da economia.
A crise financeira mobiliza de maneira diferente as empresas gaúchas. Embora o desempenho deste ano não seja afetado, predomina a preocupação com o risco de o crédito se tornar escasso em 2009.
Nos segmentos de comércio, plásticos e automóveis, a incerteza sobre o impacto da crise no lado real da economia vem motivando medidas para reduzir o potencial de dano nas operações.
Entre as indústrias de máquinas agrícolas, móveis e de calçados, a ordem é cautela até que seja possível avaliar com clareza qual será o ritmo da economia global no próximo ano.
Para a construção civil, o reforço ao crédito anunciado pelo governo federal poderá acelerar o ritmo de negócios. Há ainda quem veja oportunidades em meio à tempestade global, caso dos fabricantes de vinhos, favorecidos pela valorização do dólar.
Por enquanto, apenas as fabricantes de celulose Aracruz e Votorantim confirmaram a suspensão dos investimentos programados para o Estado.
Móveis
No segundo maior pólo exportador do segmento moveleiro no país, a prioridade é cumprir contratos em vigor e entregar as encomendas. Maristela Longhi, presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs), conta que depois que o dólar ultrapassou a barreira dos R$ 1,90, os bancos não oferecem mais travas – contratos com cotação fechada em determinado período:
– Em último caso será preciso reestruturar empresas e fazer demissões.
Não há muita expectativa em relação ao início dos leilões do Banco Central para fornecer dólares aos bancos para que reativem as linhas de financiamento à exportação, segundo Maristela, porque a segunda etapa do Revitaliza, programa do BNDES anunciado em julho, até agora não está disponível:
– Estamos cobrando (do governo) que realmente jogue crédito no mercado.
Flávio Sabadini
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.b








