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Estado deseja atrair setor de ferragens para abastecer setor de móveis

O governo gaúcho deseja atrair investimentos que gerem receita e empregos, mas algumas prioridades estão definidas: energia sustentável, alta tecnologia, pólo-metal-mecânico, móveis e celulose.

O Secretário do Desenvolvimento e dos Assuntos Internacionais, Nelson Proença, anunciou na quarta-feira (20), que o Estado tem interesse em atrair empresas que fabriquem ferragens, dobradiças e puxadores para que abasteçam o setor de móveis, homenageado com a expressão de "gente brava", em função das limitações do câmbio desfavorável para as exportações.

A manifestação de Proença ocorreu na secretaria, durante a cerimônia de assinatura do protocolo de intenções para a ampliação da fábrica de painéis de madeira aglomerada Satipel em Taquari. Para o Secretário, o Estado deseja atrair investimentos que gerem receita e empregos, mas algumas prioridades estão definidas: energia sustentável, alta tecnologia, pólo-metal-mecânico, móveis e celulose. Por esse motivo, a presença mais fortalecida da Satipel em Taquari insere-se neste interesse quanto a fomentar o desenvolvimento da economia gaúcha.

Com a ampliação, que deverá estar concluída em um ano, a produção da Satipel saltará dos atuais 300 mil metros cúbicos de placas de madeira para cerca de 425 mil metros cúbicos anuais. A idéia é chegar a 680 mil metros cúbicos de MDP em até 18 meses.

O presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Rio Grande do Sul (Movergs), Luiz Attilio Troes, destacou que a expansão da Satipel no Rio Grande do Sul repercutirá no abastecimento de uma das matérias-primas da indústria moveleira, o MDP (médium density particleboard), fazendo com que o ICMS recolhido fique no Rio Grande do Sul, ao contrário do que acontece quando o gaúcho exporta produtos e serviços de outros estados.

A empresa abre ainda a perspectiva de que sejam criados produtos do setor moveleiro adequados à exportação. O setor, segundo ele, também está necessitando de uma planta de 500 mil metros cúbicos por ano de MDF, nos próximos cinco anos, diante das possibilidades de expansão da construção civil. Troes assinalou que a cadeia de produção de móveis gera três mil e quinhentos empregos, no Rio Grande do Sul, o que corresponde a dez por cento de toda a mão-de-obra mantida pelas indústrias do Estado. A ampliação da Satipel, em Taquari, festejou Troes, poderá contribuir para manter esses empregos.


 Fonte: www.estado.rs.gov.br


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