Exportações da indústria gaúcha recuam 25% no quadrimestre
As exportações industriais gaúchas apresentaram queda de 25% nos quatro primeiros meses de 2009, em comparação com o mesmo período do ano passado, e somaram US$ 3,2 bilhões − 91% das vendas totais do Estado. "A retração da demanda externa tem afetado segmentos que, tradicionalmente, embarcam grandes volumes de mercadorias, como é o caso de Alimentos e Bebidas, Couro e Calçados e Químicos. Esses mostraram as maiores perdas, representando menos US$ 711 milhões na nossa balança comercial", explicou o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre, nesta quarta-feira (20), destacando que os três setores juntos são responsáveis por 53% das exportações industriais.
Dos 18 setores pesquisados, 17 desaceleraram no acumulado do ano. Os desaquecimentos mais significativos aconteceram nos setores de Metalurgia Básica (-63%), principalmente de tubos de ferro e barras e ligas de aço; de Extrativa Mineral (-42%), voltada para misturas de hidrocarbonetos; Material de Transporte (-45%), com ênfase em reboques e carrocerias para veículos; e Couro e Calçados (-40%). Em Alimentos e Bebidas, que tem a maior participação na pauta das exportações industriais do Estado (28%), a perda de 21% foi consequência direta das vendas de óleo de soja, que desabaram 63%. Apenas Fumo teve crescimento e avançou 10,4% nas vendas.
Os principais destinos das exportações do Rio Grande do Sul continuam sendo Estados Unidos (US$ 425 milhões), China (US$ 294 milhões), Argentina (US$ 282 milhões) e Rússia (US$ 158 milhões). Porém, em três foram verificados recuos no período. O mais acentuado veio dos argentinos, que reduziram os pedidos em 45%. Nesse caso, as dificuldades econômicas do país vizinho prejudicaram os embarques de colheitadeiras, tratores e produtos químicos. Também tiveram uma queda significativa as compras americanas (-19%).
Com esta performance no quadrimestre, o Rio Grande do Sul confirmou a terceira posição entre os Estados exportadores, com 9,3% de participação nos embarques brasileiros. Em primeiro lugar está São Paulo (32,3%), seguido de Minas Gerais (11,8%).
Fonte: www.fiergs.org.br








