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Exportações do Rio Grande do Sul crescem 11% no ano

Apesar do aumento, o Estado está abaixo da média nacional de 15%.

O Rio Grande do Sul teve aumento nas exportações de 11% de janeiro a agosto de 2006 atingindo US$ 7,65 bilhões, contra US$ 6,90 bilhões no mesmo período do ano passado. Os resultados foram divulgados pelo presidente da FIERGS, Paulo Tigre, nesta sexta-feira.

“Esta retomada do crescimento foi alavancada, principalmente, pelos setores de alimentos e bebidas e por produtos não-industrializados”, disse Tigre. “O crescimento, porém, ainda é inferior à média nacional que alcançou US$ 88 bilhões este ano, 16% a mais do que os US$ 76 bilhões de 2005”, destacou.

O RS, que representa 9% do total exportado pelo País, consolida a terceira posição no ranking de estados exportadores, atrás apenas de São Paulo (US$ 29,2 bilhões, com crescimento de 20%) e de Minas Gerais (US$ 10,02 bilhões, 15% a mais que os primeiros oito meses de 2005). O Rio de Janeiro é o quarto colocado com US$ 7,06 bilhões e 43% de aumento nas vendas externas no mesmo período.

A indústria é responsável hoje por 90% das exportações (US$ 6,92 milhões) do Estado, enquanto que em 2005 (US$ 6,71 bilhôes) a participação era 97%. O fato se deve ao crescimento dos produtos não industrializados, que somaram US$ 585 milhões (435%) e são 8% do total das vendas do Rio Grande do Sul para o exterior.  

Os setores que mais cresceram foram alimentos e bebidas (17%), alavancados pelas carnes (bovina e suína) e farelo e óleo de soja, além dos produtos não-industrializados, cujo crescimento já foi citado, principalmente da soja em grão. Já máquinas e equipamentos, especialmente colheitadeiras e tratores, é o setor com maiores perdas (15% de queda) no mesmo período. Fumo também teve decréscimo (5%) este ano.

Os principais destinos dos produtos do Rio Grande do Sul continuam sendo Estados Unidos, apesar da queda de 7%, Argentina (+ 3%), China (+122%) que é o principal comprador do complexo soja, Rússia (+130%, sendo basicamente carnes).


Apesar do crescimento das exportações em dólar, se convertidas em real, há uma perda na receita de 7%, sendo que somente a indústria perde 13%, alcançando um decréscimo de US$ 2,3 bilhões. Ainda em reais, dos 18 segmentos da indústria de transformação analisados, 15 apresentam variações negativas no valor exportado de janeiro a agosto. As atividades com as perdas mais significativas foram couros, artefatos e calçados (-16%); química (-16%); fumo (-18%) e máquinas e equipamentos (-30%).


As importações gaúchas tiveram um crescimento de 20% de janeiro a agosto deste ano, chegando a US$ 5,26 bilhões, enquanto em 2005 o Estado comprou US$ 4,39 bilhões no mesmo período.


Fonte: www.fiergs.org.br

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