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Exportações gaúchas caem 14% no ano, se convertidas em reais

Nem mesmo o crescimento das vendas externas dos produtos básicos, graças à comercialização da safra de verão, foi suficiente para amenizar a queda na receita.

As exportações gaúchas no primeiro semestre do ano, quando convertidas em reais, apresentam retração no faturamento de 14%, se comparadas a igual período de 2005, resultando em perda de R$ 1,9 bilhão.

A situação se repete, quando analisada somente a indústria de transformação do Rio Grande do Sul: a queda do valor exportado é de 19% de janeiro a junho, acumulando perda de R$ 2,4 bilhões.

 “O quadro preocupante se mantém, pois o setor exportador continua a sofrer com os efeitos da valorização do Real. Os resultados avaliados em reais comprovam que a situação permanece muito difícil”, disse o presidente da Federação das Indústrias do Rio Grande do Sul (FIERGS), Paulo Tigre.

Além dos valores, outro aspecto relevante é a retração nas quantidades embarcadas pela indústria de transformação, que até junho chega a 7%. Como os empregos são resultados das quantidades efetivamente produzidas, a redução do envio de produtos ao exterior gera um impacto significativo sobre o mercado de trabalho, especialmente em alguns segmentos exportadores.

Os segmentos de calçados, móveis e máquinas e equipamentos são exemplos claros dos efeitos negativos das exportações sobre o emprego da indústria. Entretanto, as exportações gaúchas, contabilizadas em dólares, somam US$ 5,1 bilhões no primeiro semestre do ano, o que representa aumento de 5% em comparação com o mesmo período de 2005, impulsionadas pelos básicos, que já totalizam US$ 204 milhões acima do registrado no ano passado.

Entre os setores exportadores mais tradicionais da indústria de transformação no Estado, dois apresentaram crescimento: o de alimentos e bebidas, com 7%; o de material de transporte, com 6%, com variações positivas de US$ 72 milhões e US$ 18 milhões, respectivamente.

O setor de couros, artefatos e calçados registrou uma variação positiva de US$ 3 milhões, mantendo-se estável em relação ao primeiro semestre do ano passado. Já os setores de químicos (-8%) e de máquinas e equipamentos (-14%) continuam a registrar quedas nas vendas externas. O setor de fumo também obteve um resultado negativo no acumulado do ano, com -6%.

A taxa de câmbio continua a estimular a ampliação das importações. As compras do Rio Grande do Sul do Exterior, em dólares, aumentaram 22% de janeiro a junho, em comparação com o mesmo período de 2005. Os maiores impactos vieram de matérias-primas e produtos intermediários (que registram crescimento de US$ 107 milhões no ano) e de combustíveis e lubrificantes (com US$ 407 milhões no ano).

Com a retomada das vendas externas dos produtos básicos, em dólar, o Rio Grande do Sul permanece na terceira colocação no ranking dos principais estados exportadores. São Paulo segue na liderança, com US$ 20,5 bilhões no acumulado do ano; Minas Gerais está em segundo lugar (US$ 6,9 bilhões); e Rio de Janeiro ocupa a quarta colocação (US$ 4,7 bilhões).


Fonte: www.fiergs.org.br

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