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Exportações gaúchas têm queda de 17% em janeiro - 06/03/2006

Rio Grande do Sul foi o único a cair entre os principais Estados exportadores

As exportações do Rio Grande do Sul tiveram queda de 17% em janeiro comparado ao mesmo período do ano passado, baixando de US$ 740 milhões para US$ 612 milhões. Somente os gaúchos, Amazonas (-2%), Paraíba (-7%), Pernambuco (-12%) e Amapá (-45%) venderam menos para o exterior.

O Brasil teve crescimento de 25%, São Paulo aumentou suas vendas em 17% (US$ 2,88 bilhões), Rio de Janeiro, 127% (US$ 1,15 bilhão), Minas Gerais, 31% (US$ 1,08 bilhão), Paraná, 13% (US$ 608 milhões), Bahia, 42% (US$ 511 milhões). Os dados foram anunciados hoje pelo presidente da FIERGS, Paulo Tigre.
 
Setorialmente, o fumo teve uma queda de 70% no RS, calçados 18%, química, 29% e material de transporte, 24%. Móveis e borracha também diminuíram suas vendas em 21%. Somente refino de petróleo, vestuário, madeira e têxteis apresentaram taxas positivas.

Com relação ao destino das vendas gaúchas, a Argentina comprou 7% mais em janeiro de 2006 comparadas ao mesmo mês de 2005, mas Estados Unidos diminuíram em 24% suas importações do RS, Chile 20% e China 70%. Apesar disso, os EUA continuam a ser nosso principal parceiro comercial.

As importações gaúchas tiveram um crescimento de 22%, com destaque para as compras de bens de capital e matéria-prima.O saldo comercial do Estado teve uma queda de 60%, caindo de US$ 355 milhões em janeiro/05 para US$ 143 milhões, este ano.

Com relação ao acumulado em 12 meses, o Rio Grande do Sul apresenta crescimento de 3,25%, e o Brasil de 22,4%.

– Além da valorização do real, que atinge todos os Estados brasileiros, as restrições aos créditos de exportação do ICMS e o aumento da concorrência internacional são os principais fatores que afetaram o desempenho das exportações gaúchas – disse Tigre.

Conforme o presidente da Fiergs, além da queda das exportações em dólar de 17%, o segmento exportador do Rio Grande do Sul está sofrendo ainda mais com o câmbio, que teve uma valorização de 15,6% nos últimos 12 meses, deprimindo ainda mais a receita das empresas.


Fonte: www.clicrbs.com.br/www.fiergs.org.br - 06/03/2006

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