Exportações subiram acima da média mundial, aponta BNDES
Em seis anos, as vendas externas do país cresceram US$ 63 bilhões (de US$ 55 bilhões para US$ 111 bilhões), ou 114% no acumulado.
O crescimento das exportações entre 2000 e 2005, em torno de 16% ao ano, mostra que as empresas brasileiras souberam aproveitar bem o período de crescimento do comércio internacional, pois houve forte aumento das vendas externas em volume, e não apenas um aumento de receita por conta de mudanças nos preços relativos.
A conclusão é de estudo publicado na primeira edição do Boletim da SAE, a recém-criada Secretaria de Assuntos Econômicos (SAE) do BNDES. O boletim, que é tocado pelo economista Ernani Torres e uma equipe de 13 economistas, foi lançada ontem (20/6), para comemorar os 54 anos do banco.
Segundo Fernando Pimentel Puga, assessor da presidência do banco e autor do trabalho, nesses seis anos as vendas externas do país cresceram US$ 63 bilhões (de US$ 55 bilhões para US$ 111 bilhões), ou 114% no acumulado. "Caso tivessem crescido à mesma taxa das exportações mundiais, de 60%, teriam tido aumento de apenas US$ 33 bilhões", afirma Puga. "Queremos derrubar o argumento de que as exportações cresceram por conta da alta das commodities", explicou Torres.
O objetivo da SAE, projetada na administração do atual ministro da Fazenda, Guido Mantega, é introduzir o banco de forma ativa no debate nacional sobre os rumos da política econômica do país. "O que nos interessa é chamar mais a atenção para o longo prazo. Tentar entender quais são as mudanças estruturais que estão acontecendo", explica Torres. "Não queremos ficar no debate sobre para onde vai o câmbio e a inflação. Estaremos mais voltados para temas que envolvem para onde a estrutura industrial está indo, quais as perspectivas do ponto de vista do desenvolvimento, para as questões estruturais."
A SAE atuará como mais um pólo da corrente desenvolvimentista, em contraponto aos ortodoxos no debate da economia nacional, explica Torres. A idéia é recuperar nesse momento o debate sobre a economia brasileira de um ponto de vista do desenvolvimento, tornar este debate mais ativo e presente na sociedade.
Fonte: www.global21.com.br








