Faturamento da indústria cresce 11,4% em sete meses, aponta CNI

A indústria de transformação retomou o ritmo forte de crescimento em julho, com expansão recorde do faturamento real nos sete primeiros meses do ano, ao avançar 11,4% ante mesmo período do ano anterior. Na mesma base de comparação, o último recorde foi aferido no período entre janeiro e julho de 2008, quando alcançou 8,6%, de acordo com a Confederação Nacional das Indústrias (CNI).
Ao apresentar os indicadores do setor, Marcelo de Ávila, economista da conferederação, disse que, em breve, serão divulgadas projeções revisadas para o Produto Interno Bruto (PIB) industrial global. A CNI tem previsão de 13,2% para o ano. Segundo o IBGE, já atingiu crescimento de 10,2% na média do primeiro e segundo trimestres, ante o ano todo de 2009.
Emprego com taxas positivas contínuam fortalecendo a demanda interna, e investimentos com indicação de maturação foram dados destacados por Ávila. Segundo ele, o uso da capacidade instalada em queda consecutiva entre maio e julho dá mostras de ampliação do parque fabril.
Questionado sobre o efeito da política monetária apertada do Banco Central (BC) sobre a atividade industrial, o economista da CNI declarou: “Não vou dizer que o setor não sentiu. A indústria apresentaria um desempenho mais pujante, sem dúvida, se o Banco Central não tivesse elevado a Selic.”
Para ele, a parada do Copom este mês e a indicação de que a Selic deve ser mantida em 10,75% anuais até o fim de 2010 são movimentos que, “sem dúvida, vão permitir que a indústria registre o maior crescimento da história”.
Os indicadores da CNI para julho apontam que tanto o faturamento quando a produção voltaram a crescer em julho, depois de recuo e acomodação em junho. O avanço nos primeiros sete meses do ano mostram que, mesmo se não vendesse nada para frente, o faturamento real cresceria 8,4% sobre 2009.
Esse efeito "carregamento" é positivo também para as horas trabalhadas na indústria de transformação, garantindo expansão de 6,4%. O emprego já teria alta certa de 4,4%, enquanto o uso da capacidade instalada estava em 82,3%, abaixo do pico de 83,8% de janeiro de 2008.
Fonte: www.valoronline.com.br - 10/9/2010








